Tony Medina lança “Ami Eh dPlus”, vol. 3

26/10/2017 01:11 - Modificado em 3/11/2017 10:49
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Entre desafios, rimas e mensagens potentes, o rapper Tony Almeida destaca-se com composições próprias e promete evidenciar-se no panorama musical. O lançamento do seu terceiro trabalho intitulado “Ami Eh dPlus” Volume 3 segue dois volumes anteriores. O álbum com 20 faixas musicais já se encontra disponível nas plataformas musicais.

Segundo este rapper, o nome foi escolhido com o objectivo de promover a imagem no início “desta indústria”, daí a frase “Ami Eh dPlus, em que dPlus é o grupo que represento”.

Nascido na cidade da Praia, Tony Medina perspectiva que este trabalho discográfico, irá dar um novo rumo e abrir novas portas à sua carreira. “O álbum é inovador, com originalidade em tudo, desde instrumentais ao lirismo e produção”.

Numa entrevista por email, o cantor que reside nos EUA fala sobre o álbum, a sua trajectória e os projectos futuros. Fala sobre si e o que o direccionou para a música.

Depois de quatro anos aposentado e focado noutros projectos pessoais, eis que nos apresenta agora algo de novo, uma vez que a imagem que tinha anteriormente acabou por se ofuscar um pouco, o que condicionou um pouco a divulgação do trabalho, mas que acabou por ser resolvido com um plano bem apresentado e um bom trabalho de marketing, explica Medina.

Questionado sobre a recepção do trabalho, acredita que está a ter uma boa aceitação, uma vez que tem recebido “bom feedback, boas críticas e mensagens positivas”. Contabilizado em termos de downloads e streams através do Spotify e Apple Music, diz que em apenas um mês conseguiu ultrapassar as suas expectativas e alcançou cerca 5000 streams. “Com isso, acho que o meu trabalho está a ser recebido da melhor maneira possível”.

Noticias do Norte – Qual é a mensagem que traz e quais as características deste álbum?

Tony Medina – O álbum em si transmite mensagens de motivação, positividade, companheirismo, amor, amizade e determinação para além de tudo.

Explica ainda que não é um guião de vida, mas sim uma “tábula rasa com experiências gravadas”.

Uma das principais características do álbum advém do facto das faixas se relacionarem entre si, explica o jovem de 25 anos. “E outra característica, acredito que é a combinação entre produtores, onde cada um conseguiu adaptar o seu estilo de produção de acordo com o tema em que eu queria retratar e o estilo de música e, com isso, conseguimos definir uma estrutura forte para o álbum e para cada faixa”.

O que o diferencia dos outros volumes é que este é uma evolução, não só a nível de produção, como também possui focos diferentes”. Acho que a principal diferença entre os projectos anteriores e este é o destino da mensagem.

Passo a explicar:

No volume 1, concebido no Texas, nos EUA, estava a fazer pilotagem e acabei por desistir, pois, consegui demonstrar mais a minha entrada neste mundo da música com uma ideia e percepção diferente e estabelecida após deixar o sonho de pilotagem para trás.

No volume 2, tentei mostrar uma parte crítica de mim, duvidando de tudo, com mensagens que encorajavam a pessoa a analisar todos os aspectos de um certo assunto.

Com o conceito dos dois projectos já definidos, foi possível conceber o “blue-print” para este terceiro projecto onde retrato a minha forma de solucionar ou de lidar com problemas que surgem na vida de qualquer um, com o objectivo de criar uma motivação ou uma força para superar qualquer barreira.

NN – Como foi o processo de concepção deste trabalho?

TM – O processo de mixagem e masterização foram feitos por mim e alguns dos instrumentais também, juntamente com outros colegas. Sempre fui curioso, sempre quis saber como é que se faz em vez de pagar para fazer e, isso fez com que eu me focasse numa coisa só, os meus trabalhos e o meu estúdio.

Foi um processo longo, cerca de 4 anos a ser produzido em cada detalhe. Foram várias noites a trabalhar, diversas horas extras de esforço dedicado ao trabalho em vez de serem dedicadas à casa ou à minha relação.

NN – Se pudesse definir este álbum numa frase, qual seria?

TM -Descrever o álbum numa frase só… seria “Uma tábula rasa com experiências de vida comuns e respostas pessoais com o objectivo de motivar o próximo”.

NN – Diz que sonhava ser piloto, mas acabou por abandonar o sonho e agora vive outro, a música. Conte um pouco a sua trajectória, desde que descobriu o rap e começou a escrever os primeiros versos até agora.

TM -Desde pequeno que sempre gostei de uma boa actuação, não só por causa da música mas também pelo carisma e a auto-estima demonstrada ao executá-la ou exercê-la. A música sempre serviu como um meio de demonstrar algo. E usava-a sempre com os meus pais quando queria algo, improvisava algo no momento e sempre conseguia o que queria, a não ser que o caso fosse sério (risos).

Acredito que foi aos 10 anos que me apaixonei completamente. Não só pela música mas também pela multimédia. O hip-hop, no momento, não tinha grande importância para mim. Sempre fui uma pessoa aberta e recebia qualquer estilo musical de ouvidos abertos.

Na família, o único músico era o meu tio/avô, Frank Mimita, que atingiu patamares altos.

NN – O que o levou a escolher o género Hip Hop?

TM -O que me levou ao rap… o Loreta tem uma frase em que numa das faixas diz “Rap katem regras”… Identifiquei-me muito com a verdadeira definição do RAP por ser um género musical livre e que representa factos reais.

O principal factor é a liberdade e o conforto de expressar o que sinto quando um estilo é diferente. Não há como não se apaixonar por metáforas e comparações analógicas num ritmo e batida.

 NN – O que o motiva como artista?

TM -O meu dia-a-dia em si é uma fonte de inspiração. Faço sempre com que seja diferente, em que todos os dias tenho de aprender algo de novo. Mas a principal fonte é a minha família, a sua história, os objectivos, a forma como preservam os seus valores e ideias. Tudo isso ajuda a identificar-me nesse ramo.

Meus pais sempre me suportaram e só agora acreditaram na minha carreira após verem os resultados alcançados pelo trabalho duro. Sempre achavam que isso deveria ser um hobby. E tentar provar o contrário não era fácil. Então decidi regressar à minha vida académica graduando-me em “Business” no Quincy College. Só assim consegui convencê-los que queria seguir a minha carreira.

 NN – Quais são as suas influências na música?

TM -Tenho uma lista enorme, recebo sempre qualquer estilo musical de braços abertos. Gosto muito do Anthony Hamilton, do Raul Midon, da Cesária Évora, do Vadu em que aprecio e admiro as suas mensagens e os seus trabalhos, o Stromae em que admiro a sua capacidade de produção musical. Estou sempre aberto a fazer um “update” nessa lista e adaptar-me a algo de novo.

NN– Planos para o futuro?

TM -Seguir com a minha carreira musical e de produções de vídeos, onde já estamos registados com a marca dPlus Entertainment.

NN – Como vê o panorama musical em Cabo Verde, principalmente para os rappers?

TM -Tem-se expandido abraçando novas categorias e estilos musicais gerando assim novas oportunidades. Actualmente, o hip hop – rap criol já tem uma posição própria no nosso mercado. O único problema é a falta de união entre os rappers/artistas. Apesar de ser uma indústria cheia de surpresas arrepiantes e negativas, devemo-nos unir e genuinamente suportar os nossos trabalhos. Uma coisa que sempre gostei, admirei e apreciei é o suporte que os artistas, de qualquer categoria musical, recebem do público de São Vicente.

Apresentação 

O meu nome é Tony Medina. A minha paixão é a música e o vídeo. A capacidade de não só encantar uma pessoa ou uma audiência com melodias, harmonias e palavras com ritmos poéticos, mas também de ilustrar a nossa visão dando vida a cada detalhe do momento captado.

Nasci em Setembro de 1992 na Ilha de Santiago, Cidade da Praia. Sou de Achada Santo António e tenho 25 anos de idade.

 

 

 

 

 

 

 

EC

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