Ribeira de Julião: Moradores querem a implementação de uma incineradora para resolver o problema da lixeira

23/10/2017 00:43 - Modificado em 23/10/2017 00:43
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Foi uma das promessas de campanha eleitoral da UCID, durante as eleições Autárquicas e legislativas, com a promessa de uma incineradora em Ribeira de Julião de forma que o lixo recolhido receba o tratamento necessário e que com ela seja produzida energia.

A lixeira municipal em Ribeira de Julião, São Vicente recebe os resíduos sólidos que ali são depositados diariamente a céu aberto, nas proximidades da população que ali reside. Este modelo de gestão do lixo traz consigo graves problemas de diversa ordem. Entre outros, a possível poluição do ar, da terra e da água. A queima descontrolada dos resíduos também causa maus cheiros e problemas respiratórios na vizinhança.

Na sexta-feira passada, o líder da UCID em conferência de imprensa no local, denuncia aquilo que considera falta de boa vontade da autarquia na implementação do projecto de incineradora. Este diz que este projecto existe e já tem financiamento, faltando apenas a aprovação da autarquia e governo para que a ilha possa ter uma de forma de resolver o problema ambiental que põe em causa a saúde das pessoas da zona.

A população da zona há muito que espera para o encerramento da lixeira, ou então numa forma de resolver o problema, que os afecta em grande forma.

Sheila moradora do local, questionada sobre o projecto da UCID esta espera que venha a funcionar o mais rápido possível, porque o problema já demorou de mais a ser resolvido.

Constatação também feita pelo jovem Fredy, que diz estar preocupado com a saúde do seu filho recém-nascido, que todos os dias é obrigado a respirar o cheiro insuportável que entra na sua casa e pior ainda é quando queimam o lixo, agora fica praticamente impossível levar o filho para fora de casa, isso sem contar doenças causadas por pragas, tais como ratos e moscas.

De tudo um pouco se procura e se encontra, se reforma e se vende na Lixeira de Ribeira de Julião, desde de restos de comida, alimentos enlatados fora do prazo, retirados dos supermercados da cidade, objectos de ferro, alumínio, latão e estanho, fio de cobre de electrodomésticos avariados, garrafas de vidro e plástico, madeira, cartão, papel, mobília danificada, entre outros.

Este projecto segundo António Monteiro, será implementada em dois modelos, um que irá produzir cerca de 900 Kilowatts de energia por dia e outro 780 kilowatts de energia por hora e 270 metros cúbicos água por dia. Caso venha a ser implementado e com a possibilidade de postos de trabalho e melhoria nas condições ambientais, a população mostra-se bastante satisfeita com essa oportunidade.

Por isso, fazem das palavras de Monteiro as suas e, apelam a autarquia e ao governo central que apoie este projecto que apresenta, segundo o líder da UCID só vantagens.

“Até a lixeira de Ribeira de Julião ser encerrada, o lixo continuará a acumular-se aos montes. E mesmo que algum dia isso venha a acontecer, a decomposição dos resíduos aqui depositados ao longo de tantas décadas irá levar muitos anos”, diz morador.

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