Inglaterra : Menino escreve carta de despedida à mãe morta à pancada

23/10/2017 00:26 - Modificado em 23/10/2017 00:26
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Corpo de jovem de 29 anos foi depois queimado dentro de uma mala.

O pequeno Reece Dunne, um menino inglês de oito anos, está profundamente traumatizado com a morte da mãe, Ellia, que foi assassinada à pancada e o corpo queimado dentro de uma mala. O menino escreveu uma carta de despedida à jovem mãe, agora revelada e lida em tribunal. O corpo de Ellia Arathoon, de 29 anos, foi encontrado parcialmente carbonizado, enrolado num tapete, junto à estrada M53, em Cheshire, no Reino Unido.

O responsável pelo homicídio é Craig Procter. O homem, de 40 anos, matou a jovem à pancada com uma jarra de vidro. Em seguida, colocou o corpo dentro de uma mala e pegou-lhe fogo, tentando livrar-se das provas. Por fim enrolou o corpo parcialmente carbonizado num tapete que tinha em casa e abandonou-o na berma da estrada. Inicialmente questionado pelas autoridades, Craig culpou o senhorio pelo crime, até ser confrontado por imagens de videovigilância que o mostravam a queimar o corpo de Ellia e a arrastá-lo em seguida. Depois visitou a ex-namorada Catherine Powell e contou-lhe que tinha morto uma mulher “só com uma pancada”.

O homem acabou por confessar mas nunca revelou os motivos que o levaram a cometer o crime. “Para a minha mãe. Amo-te um milhão de vezes à volta do mundo. Tudo o que queria era que não tivesses morrido. Vou-me lembrar sempre de quando brincavas comigo e isso fazia-me feliz. Sei que agora és um anjo mamã e que vais sempre olhar por mim. Sinto-me muito triste mas vou ser corajoso. Com amor, Reece”, escreveu o filho de Ellia numa carta escrita na altura do funeral da jovem, que foi lida em tribunal pela mãe da vítima. “Nós não conhecemos o homem que fez isto à minha filha, nem porque o fez.

Ele mudou tantas vidas de uma maneira tão terrível e duvido que alguma vez entenda isso. Tirou a mãe a uma criança de oito anos que agora pergunta ‘porquê’ e ‘como’. Diz que quer atirar tomates ao culpado e saber como se parece. Quer vê-lo e pediu-nos para lhe mostrarmos o local onde a mãe morreu. Tudo isto são perguntas que uma criança nunca deve ser obrigada a fazer”, afirmou a avó de Reece em tribunal. Craig Procter foi agora condenado a prisão perpétua.

 

Fonte: Correio da Manha

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