Mais de 80 países em Fórum Mundial de Desenvolvimento Local em Cabo Verde

15/10/2017 23:34 - Modificado em 15/10/2017 23:34
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Mais de 80 países, incluindo Portugal, marcam presença no IV Fórum Mundial de Desenvolvimento Local, que arranca terça-feira, na cidade da Praia, com cerca de 2.000 participantes e 190 conferencistas.

O evento, uma organização conjunta do Governo de Cabo Verde, de uma rede de global de cidades e governos locais e das Nações Unidas, decorre entre terça e sexta-feira, com o objectivo de promover o diálogo internacional e a troca de experiências sobre os desafios do desenvolvimento local entre autarquias, governos regionais, organizações locais e sector privado.

Segundo dados da organização, até sexta-feira passada estavam inscritos para o fórum 1.857 participantes de 82 países, sendo que as inscrições terminam apenas na segunda-feira.

Portugal estará representado pelo Vice-presidente do Instituto Camões, Gonçalo Teles Gomes, pelo investigador e professor do ISCTE, Roque Amaro, e por representantes da Associação para o Estudo e Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Mértola e da Câmara Municipal de Loures.

A participação portuguesa, que se esperava mais significativa atendendo às relações entre os dois países, foi penalizada pela realização das eleições autárquicas em Portugal aquando da mobilização dos participantes para o fórum, segundo explicaram à agência Lusa fontes da organização e da Embaixada de Portugal em Cabo Verde.

Cerca de 75% das inscrições são de Cabo Verde, sendo Espanha, Senegal, Marrocos, Equador e Bolívia as delegações estrangeiras mais representativas.

Entre os países lusófonos, participam ainda Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Da Europa, vêm, entre outros países, representações da Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Bélgica e Luxemburgo, enquanto que do continente africano chegam membros de países como a África do Sul, Nigéria, Mali e Quénia.

Estados Unidos, Canadá, Índia, China, Arábia Saudita e México são outras presenças no fórum que conta também com a participação de países como Belize, Comores, Haiti e Jamaica, parceiros de Cabo Verde na Aliança dos Pequenos Estados Insulares, criada na década de 1990 e que reúne cerca de 40 pequenos países formados por ilhas.

O programa do evento que terá uma sessão plenária, meia centena de sessões temáticas e espaço de exposição, prevê a presença de 190 oradores, com destaque para a Alta Representante das Nações Unidas para os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, Fekitamoeloa Katoa, que representará o Secretário-geral António Guterres.

Cabo Verde foi seleccionado como anfitrião e co-organizador do IV Fórum Mundial de Desenvolvimento Económico Local (FMDEL), evento que decorrerá pela primeira em África e está a ser encarado como um teste à capacidade do país de receber e organizar grandes eventos internacionais.

Em entrevista à agência cabo-verdiana de notícias Inforpress, o Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, considerou que o encontro é uma oportunidade de Cabo Verde de se especializar no turismo de eventos.

“É o pontapé de partida que poderá abrir portas para as cidades cabo-verdianas se especializarem em turismo de eventos, de conferências e de congressos, particularmente a cidade da Praia. Este evento é uma boa prova que vamos ganhar”, disse o Chefe do Executivo.

As três edições anteriores realizaram-se em Espanha (2011), Brasil (2013) e Itália (2015).

O fórum é co-organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, pela Organização Internacional do Trabalho, pelo Fundo Andaluz de Municípios para a Solidariedade Internacional e pela União de Governos e Cidades Locais, entre outras entidades.

Durante a quarta edição estarão em debate temas como a coesão e integração territorial, economias inclusivas e sustentáveis, padrões de urbanização inclusivos e sustentáveis, sociedades resilientes e pacíficas e pequenos estados insulares em desenvolvimento

O fórum visa facilitar o diálogo e promover intercâmbios sobre o Desenvolvimento Económico Local (DEL), bem como encorajar a cooperação e promover acções conjuntas visando a promoção dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável 2030, das Nações Unidas.

A organização estima um impacte financeiro para a economia local de cerca de 600 mil euros em transportes, alojamento, alimentação, comunicações e lazer.

Com as anteriores edições do fórum com orçamentos próximos dos 500 mil euros, a edição cabo-verdiana terá um orçamento de quase 750 mil euros, inflacionada pelos custos de trazer intérpretes de francês, inglês e português do estrangeiro, por não haver em Cabo Verde profissionais suficientes para dar resposta a um encontro desta dimensão.

 

Lusa

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