Candidato ao curso da PJ exige a rectificação da lista final publicada

13/10/2017 05:12 - Modificado em 13/10/2017 05:12

Já foram divulgados a lista final dos 50 candidatos admitidos, para participarem no curso de 50 inspectores estagiários, para a Policia Judiciária (PJ), referente ao concurso nº 1/20l7, publicado no B.O no 11, II Série de 8 de Março, que no entanto deixou insatisfeitos alguns candidatos que denunciam diversas irregularidades cometidas desde do inicio do processo.

Em entrevista a este Online “João”, nome fictício denuncia aquilo que considera graves violações do aviso de abertura do concurso, onde constam os requisitos essenciais para a selecção e continuidade no processo até a sua fase final, antes do curso. Entre eles a questão do peso, com concorrentes a ficar para trás por excesso de peso e outros concorrentes com excesso de peso e por insuficiência de peso continuaram no concurso para perder e ganhar peso no decorrer do mesmo.

E no aviso de abertura do concurso nº 1/2017 alínea 2.2 do anexo V, faz referencia que a relação peso-altura, que diz: “São considerados aptos os candidatos que, com base na sua altura e sexo, tenham um peso corporal compreendido nos valores mínimos e máximos constantes da tabela biométrica”.

Depois de terem reclamado aos profissionais que conduziram as provas e de não ter recebido respostas, lavaram o caso a direcção da Policia Judiciária que até ao momento não lhes deu nenhuma garantia, apenas respostas vagas e ainda a possibilidade de “tentarem a abertura de mais 10 vagas de forma a corrigir os seus erros”, algo que não aceitam.

Este candidato faz diversas acusações entre elas, a admissão de candidatos no concurso que não preenchiam alguns requisitos, entres eles, o peso que nalguns candidatos estava em “muito em cima da media exigida pelo regulamento, ou em baixo”, entretanto deram-lhes como apto.

“João” afirma que querem que a lista dos resultados finais seja rectificadas, porque muitos estão na lista de forma irregular e vão-se formar enquanto outros ficaram para trás. Contudo estão dispostos a ir onde for possível para resolver a situação.

Denuncias feitas sobre candidatos que na prova de conhecimento reprovaram, mas mesmo assim continuaram na prova, diz que não sabe se estes reclamaram e viram a sua nota a ser rectificada, mas o certo é que não houve a publicação de nenhuma outra lista que dava a conhecer que os referidos haviam sido aprovados.

Irregularidades também na forma como as notas foram dadas na entrevista profissional de seleção onde as notas foram arredondadas, umas por defeito e outras por excesso e, o regulamento diz que as notas não podiam ser arredondados, violando assim a alínea 7.1 letra a) que faz jus ao sistema de classificação que diz: “Prova de conhecimentos, entrevista profissional de seleção e avaliação curricular – escala de 0 a 20 valores sem arredondamentos, com valoração até às centésimas”, afirmando que as notas foram apresentados como “queriam”.

Das 1265 candidaturas foram registadas no total, apenas 73 ficaram e, com os 50 seleccionados para o curso 23 ficam na reserva e, destes acrescenta, muitos tinham a possibilidade de estar entre os 50 seleccionados. “Acredito que fui passado para trás, segundo regulamento deveria ter uma nota, mas tive outro o que acabou por prejudicar na minha media, reclamei e nada foi resolvido, apesar de terem admitido que poderia estar certo”.

Considera que deveria haver maior transparência nas selecções nos concursos públicos, ainda mais numa área como a segurança, que é o caso da PJ. Sendo mais que as melhores notas são de candidatos de Santiago.

No dia seis de Outubro de 2017 foi publicada uma lista contendo a classificação final dos candidatos ao concurso nº 1/2017, onde eram colocados os resultados obtidos nos testes anteriores por forma a

 

  1. Atento

    Pobre de vocês que ainda acreditem em concurso público. Esta porcaria está tudo viciado, assim como este país está na lama.

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