PAICV denuncia instrumentalização da comunicação social pública : Feitiço vira contra feiticeiro ?   

12/10/2017 02:21 - Modificado em 12/10/2017 02:21
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Depois do MpD ter passado quase quinze anos a acusar o PAICV de instrumentalização da comunicação social pública e de  ter feito ás contas  aos minutos que a oposição tinha  é a vez do PAICV fazer a mesma acusação. È o feitiço que se vira contra o feiticeiro ? Quem com ferros mata  , com ferros morre? Se calhar nem uma coisa, nem outra . Porque nunca se provou a   “instrumentalização da comunicação social pública”. As denúncias não passaram disso  e nunca houve queixas ao regulador ou  ao Ministério Publico . Assim , a sociedade e , em particular os jornalistas , passaram a entender que a denúncia de instrumentalização da comunicação social pública é usada pelos partidos como pedra de arremesso sem consequências . E agora foi a líder do PAICV  a denunciar que “ o PAICV  tem  a clara percepção de que está a ocorrer alguma instrumentalização da comunicação social pública em Cabo Verde, particularmente da Televisão de Cabo Verde “ E vai mais longe “Fizemos um levantamento e constatamos que não se têm promovido muitos debates a nível político, permitindo aos partidos que estão na oposição de poderem manifestar a sua posição”. A líder dos tambarinas enumerou diversas situações que considera discriminatórias, por isso quer saber “ quais são os critérios que têm determinado o tratamento jornalístico que vem sendo dado ao maior partido da oposição neste momento”

JHA questiona o tratamento dado no Jornal da Noite ao seu partido  “são garantidos tempos de antena aos membros do Governo para continuarem o debate feito no Parlamento,  sem que seja dado a oposição também esta oportunidade”

A presidente do PAICV fez estas declarações após um encontro  que os deputados do PAICV tiveram com o Conselho de Administração da RTC , mas considerou “ que os deputados do PAICV não foram esclarecidos porque a presidente do conselho de administração da RTC informou que não tinha as respostas no momento.”

.Reagindo às declarações da líder do PAICV, a presidente do concelho de administração da RTC, Sara Pires, por sua vez, disse que a empresa que dirige  tem norteado o trabalho informativo  pela imparcialidade. Em relação aos esclarecimentos solicitados pelo PAICV  considerou que “ As questões que foram colocadas pelo PAICV são na sua maioria da responsabilidade das direcções da rádio e da televisão. São questões que tem a ver com a cobertura noticiosa, tempo de antena e que o conselho de administração não tem conhecimento e não pode imiscuir-se nesses casos”. Informou que pedi que o pedido de esclarecimento fosse colocado por escrito de modo a solicitar respostas das chefias da RCV e TCV

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