“Flowpesod”  quer  deixar a sua marca no rap crioulo

10/10/2017 02:22 - Modificado em 10/10/2017 02:22
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Considerado, neste momento, por muitos como a expressão musical da verdadeira voz do cidadão de Cabo Verde, tem amealhado, ao longo dos anos, diversos seguidores. No entanto, também é uma forma de entretenimento onde muitos tentam deixar a própria marca.

Entre eles, conforme deixa saber, há alguém tranquilo que utiliza a música para passar uma mensagem, uma mensagem positiva e acredita que isso reflecte, e muito, quem é. Estamos a falar de Vagner “Flowpesod” Rodrigues, um dos jovens rappers com um percurso recente no “rap criol”, que se considera como uma voz que causa impacte através da sua mensagem. Daí o nome, Flowpesod”, que adoptou como nome artístico quando começou a afirmar-se no mundo da música.

Depois de deixar de ser apenas um ouvinte, isso porque desde criança que acompanhava os rappers nacionais, quis também ter um papel importante na sociedade através da sua música, quis causar impacte. “É isso que quero da minha vida”, salienta este jovem da ilha de Madeira, zona de Ribeira Bote, cuja caminhada começou em 2012 e que se identifica com a cultura do hip hop e reconhece-se como sujeito social, onde contesta e escancara as suas origens, história e identidade.

“O hip hop tem sido um elemento essencial da minha vida, ouço-o desde criança e acabou por se transformar em paixão”, afirma.

Apreciador de vozes da primeira geração do “rap criol”, em 2012 aventurou-se pelo rap e hoje quer trilhar a sua caminhada, passo a passo, até atingir o seu objectivo.

Autor das próprias músicas, aliás o que acontece com quase todos os jovens rappers de Cabo Verde, “Flowpesod” diz que a inspiração vem de dentro e também de ouvir outros artistas e as suas letras falam do quotidiano, narram histórias que são das suas vidas mas que, ao mesmo tempo, são histórias da vida de muitos moradores deste Cabo Verde.

“A inspiração vem de dentro dos artistas que ouço, uma concentração de várias influências, mais nacional”. A nível internacional aprecia, NGA, Força Suprema, entre outros.

Com 20 anos de idade, este rapper mindelense pretende chagar o mais alto possível e contribuir para a preservação, desenvolvimento e projecção do “rap criol”, subindo um degrau de cada vez, com cada lançamento, cada actuação. “É só a subir, conquistar o meu próprio espaço. As minhas letras são puras, uma mensagem do que sou, o que me representa”, acrescenta.

Actual membro do grupo USB Show que lançou recentemente o seu primeiro EP, avança que, neste momento, está a preparar o próximo trabalho. Agradece todos os apoios que tem tido até agora. “Cada apoio, desde a rua até ao palco, representa muito para mim enquanto artista”.

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