Seis mortos num ataque a uma base na Guiné-Bissau

21/10/2012 22:22 - Modificado em 21/10/2012 22:22
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Pelo menos seis homens morreram durante um ataque a uma caserna em Bissau este domingo: segundo um jornalista da AFP, que viu os corpos, os mortos são cinco assaltantes e um dos militares que estava de sentinela.

 

A troca de tiros em redor desta base, a sede da unidade de elite do Exército, próxima do aeroporto da capital guineense, durou perto de uma hora. Segundo a AFP e habitantes de Bissau ouvidos entretanto pela TSF, o resto da cidade está tranquila.

 

A agência francesa adianta que por trás do ataque desta madrugada estará o capitão Pansau N’Tchama – um militar de guarda reconheceu-o e identificou-o como tendo disparado contra o sentinela que foi morto.

 

N’Tchama, membro ele próprio da unidade de elite do Exército, já esteve por trás do ataque de Março de 2009 que terminou com o assassínio do Presidente Nino Vieira e do chefe do Estado-maior das Forças Armadas, Batista Tagmé Na Waie.

 

O capitão N’Tchama e o resto do comando, cuja dimensão não é conhecida, estão em fuga e são procurados pelo Exército.

 

O último golpe de Estado na conturbada Guiné-Bissau aconteceu em Abril, entre duas voltas das eleições presidenciais. A primeira volta, a 18 de Março, tinha sido ganha por Carlos Gomes Júnior, presidente do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde) e até então primeiro-ministro, com 48,97%. Em segundo lugar ficou Kumba Ialá, 59 anos, ex-Presidente, à frente da principal força da oposição, o PRS (Partido da Reinserção Social).

 

Depois do golpe, justificado pelos autores com o objectivo de evitar que as forças angolanas no país controlassem os militares guineenses, o poder ficou nas mãos de uma junta militar e um governo interino não reconhecido pela generalidade da comunidade internacional.

 

 

 

 

publico.pt

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