Ano Agrícola preocupa à todos , mas ….

6/10/2017 00:39 - Modificado em 6/10/2017 00:46
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A previsão para chuvas acima da média ainda não se concretizou. E já se começa a fazer contas aos prejuízos derivados ao mau ano agrícola, que poderá vir a concretizar. Notícias de agricultores preocupados começam a fazer manchete nos jornais.

O Ministro da Agricultura já tinha avançado que estava a fazer um compasso de espera se a situação melhoraria. Com a situação a manter-se igual avança as medidas que o governo pretende levar a cabo para minimizar os prejuízos. “Estamos a falar de um montante de pouco mais de sete milhões de euros é o que estamos a prever, mas ainda estamos no início”.

Sublinha que o planeamento vai ser “bastante territorializado”. E que o plano vai ser aprovado mais cedo do que costuma ser, para possibilitar possíveis intervenções e mobilização de recurso como avança o ministro.

E para a aposição na voz de Janira Hoffer Almada avança que “é importante que o governo acelere as medidas de emergência porque a situação já está complicada. Temos neste momento muita gente a ter problemas de alimentação por causa da falta de chuva”. Isto quando encoraja os agricultores na perspetiva de que pode vir a confirmar um mau ano agrícola, e sem chuva “para Cabo Verde é uma situação extremamente preocupante”.

Sendo que o MpD pede medidas para combater o mau ano, na ilha de Santo Antão. O Presidente da República junta ao apelo de medidas para combater a situação. “Todos os sinais indicam que o ano não é bom, por isso, fiquei satisfeito de saber que o governo irá aprovar um plano de emergência para poder dar solução razoável, e com os meios disponíveis, para que os milhares de famílias afetados tenham condições, minimamente, dignas e uma vida normal”.

“É com muita tristeza que constatamos que as chuvas ainda não caíram. E para Cabo Verde é uma situação extremamente preocupante. Muitas famílias dependem das chuvas para poderem ter a sua garantia de sustento”, manifestou Janira Hopffer Almada.

A deputada disse ainda que “muitas famílias cabo-verdianas, sobretudo as mais carenciadas, já estão a ficar com uma grande preocupação por causa da falta da chuva que vai causar o aumento do preço dos produtos essenciais no mercado.

O Governo já anunciou que vai implementar o plano de emergência de salvamento de gado e de mitigação da seca num montante de cerca de 800 mil contos, tendo em conta o “mau ano agrícola” em perspectiva.

A informação foi avançada pelo ministro do Ambiente e Agricultura, Gilberto Silva, que inicia visita a vários concelhos do interior da ilha de Santiago acompanhado pelo representante do Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), Rémi Nono, para avaliar a situação do ano agrícola, marcado pela escassez de chuva.

“Estamos a falar de um montante de pouco mais de sete milhões de euros (770 mil contos), é o que estamos a prever, mas ainda estamos no início. Temos um planeamento macro e depois vamos fazer o planeamento operacional bastante territorializado, muito concreto”, disse o ministro, indicando que o plano de emergência vai ser aprovado a tempo e vai mais cedo do que costuma ser, isto para possibilitar uma maior organização possível das intervenções e mobilização de recursos.

Conforme explicou Gilberto Silva, as grandes medidas deste plano vão para o salvamento do gado, gestão adequada dos recursos hídricos, e para a criação de oportunidades de emprego para as famílias que não vão poder usufruir de nenhuma produção agrícola.

O ministro estima que 17.200 famílias, cerca de 62% das famílias rurais, serão diretamente afectadas pelo mau ano agrícola em 2017.

“O plano vai ter um caráter concreto nos concelhos de modo a podermos mitigar os efeitos da seca e do mau ano agrícola”, acrescentou, indicando que se deva estabelecer uma zona de pastoreio e distribuição de efectivo pecuário.

 

 

 

 

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