São Vicente  : MpD aprova orçamento e  PAICV e UCID lamentam falta de acções concretas  

5/10/2017 03:26 - Modificado em 5/10/2017 03:26
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O MpD aprovou o orçamento e plano de actividades da Câmara Municipal de São Vicente para o ano de 2018 com a abstenção da UCID e o voto contrário do PAICV durante a sessão ordinária da Assembleia Municipal. Com a aprovação deste documentado, a edilidade já tem os documentos necessários para colocar em prática as suas acções.

O MpD e o executivo partilham da mesma opinião, de que se trata de um orçamento que tem em conta as valências importantes para o desenvolvimento da ilha nos aspectos culturais e sociais.

E na justifica do voto, o MpD, através do seu deputado, adianta que é “um orçamento realista, exequível e estrategicamente bem desenhado, ajustado à situação económica que se vive em São Vicente”. Para o partido, os documentos demonstram a vontade do executivo em manter os ganhos e performances nas mais variadas áreas.

“Espalha a ambição do executivo em dar uma resposta forte aos problemas de São Vicente”, como defende Flávio, em que as linhas estratégicas e orientadoras espelham os anseios das pessoas e a vontade de se “alcançar um patamar de excelência e ambição”.

A UCID, durante o debate, levantou muitas questões sobre o orçamento, balanceando os empréstimos anteriores com o desenvolvimento. E, neste aspecto, defendeu o líder da bancada Patrícia Gomes, os empréstimos anteriores não tiveram o impacte desejado. O partido votou pela abstenção.

“Embora a nossa posição não influencie em nada porque a bancada tem a maioria, abstemo-nos porque não podemos avaliar e não podemos dizer sim senhor a este orçamento”. A razão apontada por Gomes é que é “um copy paste” dos orçamentos e planos anteriores.

A UCID, depois de um ano de mandato clama por “actos e projectos que desenvolvam São Vicente e tirem a ilha do marasmo em que encontra”.

O PAICV, por sua vez, optou por votar contra o projecto. Apesar do líder da bancada, Baltazar Ramos, acreditar na boa intenção do executivo, lamenta que os resultados não tenham sido dos mais positivos. “Orçamento de regressão”, como o classifica já que defende que “não cresce e não se vislumbram mudanças para melhor”.

Na defesa do sentido de voto, afirmou: “Nós questionámos aspectos que consideramos essenciais, nomeadamente, a questão do aumento das despesas correntes. Registámos, de facto, um orçamento que não tem diferença com os outros orçamentos, o que quer dizer que este orçamento não traz uma perspectiva positiva para o Município. A apreciação é que as coisas precisam de mudar”.

Assim ficou aprovado o orçamento.

A Assembleia deliberou positivamente sobre as propostas de elevação das aldeias de Salamansa e de São Pedro à qualidade de vila. Os deputados, para finalizar, visitaram o edifício do antigo registo como possível local para a transferência da Assembleia Municipal.

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