Economia cabo-verdiana mantém  tendência de retoma  e vai crescer 4 %

5/10/2017 03:21 - Modificado em 5/10/2017 03:21
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A economia cabo-verdiana deverá manter a tendência de retoma registada no primeiro semestre deste ano com uma estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem dos 4% para 2017 e 2018, segundo o Banco de Cabo Verde.

De acordo com o relatório de política monetária de setembro, divulgado na terça-feira pelo banco central cabo-verdiano (BCV), os indicadores apontam para a “manutenção de um quadro de retoma da dinâmica económica no primeiro semestre”.

O comportamento positivo da economia é, segundo o BCV, sustentado num contexto externo mais favorável ao crescimento da procura turística e do investimento e numa conjuntura de melhoria do clima económico e aumento da oferta de crédito.

Os indicadores apontam a manutenção do ciclo de crescimento até agosto, altura em que o menor contributo dos investimentos causou alguma desaceleração.

Os preços no consumidor mantiveram a trajetória de recuperação iniciada em janeiro, tendo a taxa de inflação média anual se fixado, em agosto, em 0,1 por cento, 1,5 pontos percentuais acima do valor registado em dezembro de 2016.

“A recuperação dos preços no consumidor reflete em larga medida a tendência da inflação importada, determinada pelo aumento dos preços das matérias-primas energéticas e não energéticas e fortalecimento da procura interna dos principais fornecedores do país, bem como por algum efeito, no preço dos bens alimentares não transformados, do atraso na queda das chuvas na época de 2017”, refere o BCV.

As contas externas registaram um défice de 2.580,4 milhões de escudos (cerca de 23 milhões de euros) no primeiro semestre, refletindo “a elevada propensão do país a importar” numa conjuntura de aumento dos preços ao consumidor dos principais mercados fornecedores.

O relatório aponta ainda a redução das disponibilidades líquidas sobre o exterior do Banco de Cabo Verde e dos bancos comerciais até junho, o que, segundo o BCV, determinou a diminuição da oferta monetária “não obstante o crescimento do crédito ao Governo central (10%) e à economia (2%).

“De notar que o aumento do endividamento interno bruto do governo central se verificou numa conjuntura de redução das suas necessidades de financiamento, em função da melhoria das contas públicas”, assinala o texto.

O saldo orçamental global registou no primeiro semestre um excedente de 685 milhões de escudos cabo-verdianos (6,1 milhões de euros), o que acontece pela primeira vez desde 2009.

“A evolução das contas públicas refletiu o melhor desempenho da atividade económica, os desembolsos mais oportunos da ajuda orçamental e donativos diretos, bem como a redução das despesas de investimento”, adianta o relatório.

O BCV estima, por isso, que a performance favorável da economia no primeiro semestre, as melhores perspetivas quanto ao contexto externo e as orientações das políticas macroeconómicas sustentem um “cenário de crescimento económico próximo de 4% cento, tanto para 2017 como para 2018”.

No relatório de abril, o BCV tinha estimado o crescimento económico de 2017 num intervalo entre 3% e 4%.

Em 2016, a economia cabo-verdiana registou um crescimento de 3,9%, enquanto no primeiro semestre de 2017, o PIB registou uma variação homóloga de 3,6%, segundo as estatísticas oficiais.

 

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