POST  : as gralhas de Ulisses e  as causas das causas das coisas

4/10/2017 01:20 - Modificado em 4/10/2017 01:20

O primeiro-ministro  veio num post tentar justificar o injustificável . Para ele o caso do Manual de Matemática não passa de gralhas e foco no erro da parte dos que criticam. Mas colocar num manual que o mês de Agosto tem 30 dias e que Dezembro tem 30 e Setembro tem 31 quando se prentende ensinar as crianças quantos dias têm os meses do ano não é uma sucessão de gralhas são erros graves e grosseiros e que devem ser corregidos. Mas o governo e o MpD preferem se defender politizando e partidarizando a questão  justificando os seus erros com os erros cometidos pelo anterior  governo . Ficamos  a saber que é banal o ME produzir manuais com erros  e assim  não se pode responsabilizar e que nunca ninguém foi responsabilizado . Mas esta não é uma questaõ entre o ex. Ministério da Educação do  PAICV    e o Ministério da Educação do  MpD. Esta é uma questão entre Ministério de Educação da República de Cabo Verde   e os contribuintes que pagam aos funcinários  do ME responsavéis pela ediçao dos manuais  e por isso  exigem responsabilidades . O governo em vez de dar o braço a torcer , pedir desculpas  e reconhcer o erro opta pela desvalorização do problema  e pelo braço  de ferro . Então vamos ao braço de ferro e começamos com um post do cidadão António Sérgio Barbosa sobre

.Eduino Santos

 

E AS CAUSAS DAS CAUSAS DAS COISAS?

Sobre a tão badalada “crise dos manuais escolares”, fiz um comentário que penso dever reproduzir aqui para destacar a gravidade da situação que, não sendo nova, é ainda mais grave e profunda.

Penso que a questão que interessa não é esta de justificar os erros e apontar culpados. Se sempre houve erros nos manuais, então o problema é bem mais “estrutural” e daí que o importante seja ver as causas, e sobretudo as causas das causas.

Centrar o debate sobre a culpa de um ou outro governo não interessa nada para resolver os problemas. Ganhar o debate político-partidário é algo bem menor do que fazer as perguntas certas para identificar os caminhos para a sua solução.

Porque é que existe esta prática de não rever devidamente todos os trabalhos? Como é que se poderia mudar este estado de coisas? Quem deve ter essa missão? Quem faz o controlo? Há relatórios de acompanhamento informados e esclarecedores? Há falta de meios e recursos ou trata-se do hábito de fazer as coisas para descarregar na lista de tarefas? Como incutir uma cultura de qualidade e não de mera realização de tarefas para cumprir o cronograma?

Enfim, há toda uma série de questões que para serem equacionadas e debatidas precisam de mais foco nas questões em si mesmas, menos preocupação em culpabilizar pessoas, mais conteúdo factual e analítico para todos entenderem o que está em causa.

No meu entender, o que está em causa não são as gralhas, nem os erros nos manuais, mas antes e acima de tudo uma maneira displicente e sem responsabilização real de fazer as coisas.

Grave e preocupante é o facto de o País ter cada vez mais gente formada e isto não se reflectir nem que seja no desempenho básico sem o qual todas as especializações não dão para resolver nada.

É tudo muito difuso e confuso na definição dos objectivos e prioridades de tal modo que a falta de avaliação faz parte da cultura social e política e o pior é que é disso mesmo que o povo gosta.

De que vale ter altos pergaminhos académicos se as competências básicas, o raciocínio lógico e prático, a comunicação relevante não fazem parte do desempenho das nossas elites?

Falei e disse, penso eu.
03/10/17

 

 

  1. Bento Silva Santos

    Fiquei deveras aborrecido com as gralhas nos manuais, por que este ano não vai haver festa de São Silvestre! A política do actual Governo é mudar tudo e todos que vem do anterior do Governo e, por isso, resolveu ” sem djobê pa lado ” mudar a composição universal dos dias do mês do ano. Exemplificando : Agosto 30 dias; Setembro 31 dias e o mês de Dezembro 30 dias.

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