Direcção do HBS vai apresentar uma queixa ao Conselho de Magistratura Judicial

4/10/2017 01:07 - Modificado em 4/10/2017 01:07

O Hospital Baptista de Sousa diz que a detenção dos profissionais na manhã da passada terça-feira é ilegal, injusta, indigna e completamente desnecessária.

Em conferência de imprensa, depois de analisar a decisão do Juiz do 1º Juízo Criminal da Comarca de São Vicente, a Direcção do Hospital Baptista de Sousa, qualifica o acto como “abusivo e de demonstração de excessivo poder, um atentado contra a dignidade dos médicos, que têm de ser entendidos necessariamente, não como criminosos, mas pessoas de bem que mereciam um tratamento justo e digno”.

A detenção dos três profissionais de saúde, a Directora Clínica do HBS, Jamira Sousa, Aristides da Luz, pediatra e Suzete Ramos, clínica geral, deixou a classe médica revoltada e indignada que não só manifesta o próprio apoio “incondicional” aos médicos atingidos por essa decisão “impensada”, mas também expressa o seu propósito em colaborar com a Justiça.

Conforme a Directora do HBS, Ana Brito, o Hospital sempre colaborou com a Justiça em diversas situações, por isso, considera injusta a forma como o Tribunal de São Vicente agiu ao emitir um mandato de detenção aos três profissionais em pleno exercício de funções.

“Desnecessário porque tudo foi feito para que o exame solicitado fosse realizado em tempo razoável, como efectivamente acabou por acontecer e porque, ainda antes da emissão do mandato de detenção, foi dado conhecimento ao Tribunal de que estavam a ser envidados esforços para que o exame fosse realizado, pelo que conclui, o 1º Juízo da Comarca do Tribunal de São Vicente sabia da realização do exame, ou pelo menos, da possibilidade da sua realização”, adianta a responsável por esta instituição.

 

 

  1. Bento Silva Santos

    Eu , como simples cidadão deste País, podia dizer aquilo que penso sobre a detenção dos nossos médicos, porém, não vou dizer nada com medo de ser mal interpretado !!!! Apenas, queria manifestar o meu apoio incondicional à classe médica e em particular aos profissionais que foram detidos em pleno exercício das suas funções.

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