Carlos Araújo mostra-se descontente com a fraca participação de escritores nacionais no Morabeza Festival Literário

3/10/2017 01:44 - Modificado em 3/10/2017 01:44
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Primeira edição do Morabeza Festival Literário Cabo Verde que se realiza de 30 de Outubro a 05 de Novembro na cidade da Praia, em polémica devido a escolha, ou não de alguns escritores nacionais considerados, os melhores de Cabo Verde.

O escritor Carlos Araújo em conferencia de imprensa esta manha no Mindelo mostra o seu desconforto em relação da primeira edição do Festival de Literatura, que no seu entender tem causado “um braço de ferro entre os escritores nacionais e o Ministro da Cultura”.

Questiona a posição deste ministério em organizar um evento deste tipo sem a presença maioritária de escritores cabo-verdianos e ter convidado apenas três escritores que a organização considera “os três melhores de Cabo Verde”.

São eles Arménio Vieira, Germano Almeida e José Luís Tavares, sendo que este ultimo não estará presente no festival, que em este referiu o lugar marginal dado aos escritores cabo-verdianos, que “só foram convidados depois da mesa estar composta”, declarações a Inforpress.

Entretanto questiona, “sem desprimor” pelos citados, quem são os mais importantes, os critérios utilizados para esta escolha e quem os definiu. “Quem está instituído desse poder para definir a universalidade dessa verdade?” atira este escritor que considera o Morabeza, como um evento maçónico. E defende que todos devem ter as mesmas oportunidades.

O recém-criado ‘Festival Literário Morabeza’, evento que passa a ser realizado em cada ano no arquipélago, é uma das grandes apostas do também recente Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, sob a batuta de Abraão Vicente. É um evento da promoção da cultura e da literatura cabo-verdiana, para tal assegura que “esses eventos são bons desde que o impacto e os resultados revertam para a parte que realmente interessa, levando a divulgação do literatura, cultura inclusa, dos escritores e estudos de investigação e crítica, a cobrir um público mais vasto, a educação”, continua este escritor que também está de fora da programação do festival.

Para a realização do evento, a CVTelecom, que vai disponibilizar sete mil contos para a materialização do certame, que no entender de Carlos Araújo deveria ser melhor empregue num evento menos pomposo, mas que desse resposta a esse desafio que é o contacto maior numero de escritores cabo-verdianos com a população escolar?

“Não fomos movidos por um possível sentido de ostracização, mas sim por uma sensação de falta de rigor e de criatividade científica que vem retirando credibilidade a muitos eventos nesse ramo de escrita enquanto elemento de cultura”, defende o escritor que já lançou dez obras literárias, entre poesia, romance e contos.

O Morabeza Festival Literário Cabo Verde, financiado em mais de 90 por cento por parceiros privados, conta ainda com o envolvimento das Cooperações Portuguesa, Espanhola, Brasileira e luxemburguesa.

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