Outubro da Música: “ A música  é a minha jornada e os que comigo tocam, são parte dela !”, Luís Monteiro

3/10/2017 01:41 - Modificado em 3/10/2017 02:08
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Neste Outubro da Música e nossos músicos, o dia 1, foi Dia Mundial da Música, “mas também para relembrar o grande compositor Jotamont – Jorge Monteiro, autor de belas Morna: Soncent, Mindelo nha terra, Nha terra bô ca tá imaginá, Fidjo Magoado, Êsse ê quê Mindelo nôs querido cantim, Dez grãozinhos de terra, Lolinha, Nôs Mãe”, como escreveu e bem, o Carlos Gonçalves no seu post, mesmo a calhar.

Do Carlos Gonçalves, vou falar ainda neste mês e neste mesmo espaço. Nesta pauta musical da vida, de propósito faço referência ao Lulu Monteiro, de baptismo Luis Monteiro, um crioulo que aprendeu música muito cedo e aos cinco anos, tocava o propalado e conhecido “São Silvestre”, em harmônica quando já executava o violão e o cavaquinho.

Foi para Holanda aos dezassete anos, corriam os idos anos sessenta, mais precisamente no ano de sessenta e quatro. A vida de marinheiro que levava não lhe dava tempo para música, mas esta particularidade de  Ilhéu, foi-lhe criando raízes na alma de “mucin de morada” e das noites de música na Soncent.

Regressou à Terra em setenta e três – podia até dizer ! -, …e com mais camaradas fundou o Grupo “Mini POP”,  Juntamente com Carlos Lima, Pedro estofador, Gabanga, Marino Castro e outros também da mesma geração e que não são do meu tempo.

Voltou à Terra Longe, de Barco e o destino foi a Austrália, onde casou, constituiu família e formou-se em expressão artística, assume-se também como escultor e hoje vive da reforma que o poder artístico lhe reservou.
Questionado com que artista mais famoso de Cabo Verde já atuou, a resposta é imediata. “ Com todos!”. Ainda assim, acrescenta para o Noticias do Norte,  em jeito de ponto final, na nossa conversa que,  “ a música  é a minha jornada e os que comigo tocam, são parte dela !”

O Mundo está  para os músicos assim como a arte para a vida, não fosse Manuel de Novas, o retrato moreno destas ilhas ou Jotamont a irreverência da plenitude em harmonia nos versos e na música. Talvez seria melhor dizer nos acordes !

Porque como explica o Dr., José da Graça, no seu post, “Um acorde é um conjunto de sons, produzidos em simultâneo, respeitando entre eles um intervalo”, o que  trocando por miúdos, esta simbiose é música  !

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