Bruno Semedo: ajudar jovens a ter uma carreira no futebol

21/09/2017 01:23 - Modificado em 21/09/2017 15:54
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A Escola de Futebol Geneva Stars, fundada por Bruno Semedo, que reside no exterior, tem surpreendido o seu fundador pela dinâmica que tem trazido e pelo progresso da escola em menos de um ano. Aliado aos bons resultados desportivos na época de estreia em campeonatos de formação, Bruno demonstra-se satisfeito pelo alcance social que tem atingido, isto apesar da pouca ajuda para o futebol de formação na ilha, como sublinha.

“Não esperava esta dinâmica em pouco tempo. Tivemos uma evolução incrível e temos lidado bem com toda a situação”. No primeiro dia de aulas havia apenas dois alunos. Um ano depois, mais de setenta.

Isto quando Bruno sublinha o objectivo da escola. “Há uns tempos houve os problemas de ‘gangues’ e queria quebrar barreiras. A escola tem alunos de todas as zonas e o objectivo é formar uma família”. E conta um episódio quando, ao jogarem num campo da cidade, houve uma tentativa de agressão a um dos jogadores por parte de alguns jovens.

Partilha da opinião que os jovens devem ser canalizados para o desporto também como forma de ajudar no sucesso escolar. “Não tem sido fácil por causa da questão de meios, porque me sinto sozinho. Mas temos lutado e é um projecto que levo muito a sério e sei que tem viabilidade para o futuro”.

Proporcionar um futuro aos jovens está entre as metas de Bruno que acredita na qualidade e no potencial dos jovens jogadores de Cabo Verde. Um dos objectivos, como revela, passa por trazer olheiros e agentes para Cabo Verde para analisarem os jovens pois, é da opinião que muitos podem dar o salto.

“O meu objectivo é o de colocar os meninos em escolas de formação no estrangeiro. Temos muita qualidade nas crianças e é triste que não se tenham oportunidades e a qualidade vai-se perdendo. Pretendo trazer agentes para verem essas crianças”.

Neste sentido, pede a intervenção dos responsáveis para que o desporto possa ser uma via para os jovens. “As instituições devem-se envolver e se têm dinheiro para algumas actividades têm de ter também para outras questões como a juventude e o desporto”. Afirma que vive fora e que no caso de desistir da escola não lhe aconteceria nada a ele, mas seria uma grande perda para os jovens. Um ponto que avança é que os jovens precisam de ter condições. “Não gosto de ver as crianças sem botas para jogarem e ficarem sem demonstrar a própria qualidade”.

Para o futebol de formação, avança que está bem mas que precisa de verbas e organização. O facto do campeonato ter parado para a realização de um torneio, é um exemplo que fornece sobre a organização, afirmando que os torneios têm de ser realizados no início ou no fim para não haver quebras no campeonato.

“Quando vejo os rapazes, fico orgulhoso. Vejo os jovens concentrados no campo, não tenho palavras para descrever”. Ele espera também poder ajudar outras equipas na ilha com a oferta de equipamentos.

 

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