Cabo Verde com “amigos” para acordo de mobilidade com União Europeia

20/09/2017 01:35 - Modificado em 20/09/2017 01:35

Cabo Verde recebe visita dos eurodeputados do Parlamento Europeu que estão no país para o reforço das relações entre Cabo Verde e a União Europeia. Dentro os assuntos o acordo da facilitação de vistos e de mobilidade foi a qual os eurodeputados, “amigos de Cabo Verde”, pretende utilizar a sua influência para viabilizar o projeto.

Charles Tannock, porta – voz do grupo, avança que está otimista em relação ao acordo de facilitação de vistos. “Nós os amigos de Cabo Verde vamos fazer o esforço no sentido de informar e comunicar a Comissão Europeia e a responsável encarregada deste dossiê sobre o trabalho que está a ser feito no arquipélago”, como garantiu,

E para o porta-voz dos eurodeputados não vai haver problema nenhum para Cabo Verde, já que o país já fez o seu trabalho de caso, no que diz respeito a segurança das leis da nacionalidade. “Quando está tudo feito, não há qualquer razão para qual a comissão europeia, os ministros do conselho da Europa, rejeitam a aplicação formal para a liberalização dos vistos”, como perspetiva Tannock.

O presidente da Assembleia, Jorge Santos, que recebeu os eurodeputados, demostra, também, confiança nos amigos do país, para que o acordo possa ser uma realidade. “Estamos em querer que este grupo de deputados, amigos de Cabo Verde, e o relacionamento com o Parlamento Europeu e das nossas ralações com União Europeia podemos atingir esta grande vontade e expetativa”. E esta expetativa diz respeito a livre circulação de cidadãos europeus e nacionais.

 

 

  1. Carlos Drummond

    [porque ninguém emigra só pelo gosto de emigrar, quem está na sua terra e tem oportunidades, não emigra – o que aconteceria? Quantos não sairiam do país? E quem viria para suprir essa necessidade do mercado? Para evoluir na mobilidade – e como está escrito no comunicado conjunto: “disponibilidade para avaliar novas perspectivas de facilidade”, ora depois da facilitação só há a liberalização – é preciso criar as condições. Além disso, terá de haver a segurança documental e de fronteiras ou Cabo Verde arrisca-se a transformar- se numa plataforma de reciclagem, as pessoas vêm, têm facilidade de obter um passaporte cabo-verdiano, ou fazem um casamento de conveniência, tudo isso é preciso estar enquadrado] [Extracto da Entrevista concedida pelo Ex-Embaixador da UE ao Expresso das Ilhas edição 823.]

    Creio ser o Ex-Embaixador da União Europeia, Senhor Jose Manuel Pinto Teixeira o único ou pelo menos um dos poucos políticos que tem abordado com seriedade e realismo esta matéria de vistos. A maioria tem aproveitando desta permanente ansiedade do cabo-verdiano -querer partir e têr de ficar- fazendo-lhes promessas que sabem de antemão que nunca serão realizadas.Tal comportamento não passa de burla classificada de muitos políticos tanto nacionais como estrangeiros e ao alto nível.

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