ARFA  diz que ovos contaminados não constituíram perigo para saúde pública

14/09/2017 12:10 - Modificado em 14/09/2017 12:10
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A autoridade de segurança alimentar  (ARFA) informou hoje que uma única empresa do país importou 28 toneladas de ovos contaminados da Bélgica, mas não constituíram perigo para saúde a pública, porque não houve uma exposição prolongada.

A garantia foi dada à imprensa pela administradora da Agência de Regulação e Supervisão dos Produtos Farmacêuticos e Alimentares (ARFA), Patrícia Miranda Alfama, um dia após a entidade ter emitido um comunicado, onde confirmou a importação de ovos provenientes da Bélgica.

Patrícia Miranda Almada disse que o produto é tóxico, mas tem efeito para a saúde das pessoas só quando é consumido em grandes quantidades e durante muito tempo.

“Gostava de tranquilizar a população de Cabo Verde que o perigo para a saúde pública é quando acontece uma exposição em altas quantidades e prolongada. E o que aconteceu, felizmente, é que houve uma única importação e não consideramos que houve uma exposição prolongada para esse produto”, garantiu a administradora.

“Para apresentar risco para a saúde pública, o ser humano terá de consumir grandes quantidades de ovos num prazo longo. Relativamente a Cabo Verde, não aconteceu esse consumo”, continuou.

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“Vamos continuar a acompanhar as importações. A qualquer momento, é feita importação, vamos acompanhar de que país vem, as quantidades, a data. Em termos institucionais, o país tem todas as condições para dar essa garantia”, vincou.

Patrícia Almada lembrou que os ovos contaminados já foram retirados do mercado europeu, pelo que já não há “nenhum risco” de Cabo Verde importar o produto.

A responsável da ARFA salientou a importância de Cabo Verde fazer parte da rede de informação internacional, através do sistema de alerta rápido da União Europeia.

“Se não fizéssemos parte dessa rede, não teríamos essa informação em tempo útil. O facto de Cabo Verde estar permanentemente em contacto com as autoridades da União Europeia é extremamente positivo para o controlo dos produtos alimentares”, salientou.

Lusa

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