Ex-gerente da Caixa em Coculi: condenada por abuso de confiança e absolvida do crime de burla

17/10/2012 07:20 - Modificado em 17/10/2012 07:20

A ex gerente da agência da Caixa Económica de Cabo Verde, em Coculi, na ilha de Santo Antão, foi condenada a dois anos e três meses de prisão pelo crime de abuso de confiança. Mas Gilda Sancha viu o juiz suspender-lhe a pena por um período de três anos e absolve-la de dois crimes de burla qualificada. E com esta decisão judicial, a ex bancária vê a sua liberdade restituída nove meses depois de ter ser ficado em prisão preventiva.

 

A ex bancária era acusada do crime de abuso de confiança, por ter feito movimentos de dinheiro em contas bancárias de clientes da CECV e de burlar dois colegas de trabalho, isto após contrair um empréstimos de 630 mil escudos.

O veredicto final do juiz ditou a condenação de Gilda Sancha a uma pena de dois anos e três meses de prisão por cometer um crime de abuso de confiança em relação a Caixa Económica por ter se apoderado de forma indevida, de cerca de 100 mil escudos. Mas, o magistrado suspendeu a pena por um período de três anos, pelo que a ex-bancária saiu em liberdade, depois de cumprir nove meses de prisão preventiva.

Este online sabe que o despacho do juiz surge por que , este entendeu que a arguida não constitui perigo para sociedade. Também por que levou em conta o facto de ter reposto valores que movimentou em contas bancárias de clientes da CECV.

 

Absolvição

Gilda Sancha viu a acusação de dois crimes de burla qualificada caírem por terra, ao ser absolvida. Isto devido ao facto de o juiz considerar que a acusada não burlou os colegas, mas sim contraiu um empréstimo no valor de 630 mil escudos que seria pago, de acordo com contrato mútuo de empréstimo.

Em conversa com o NN, o advogado da ex bancária afirmou que o despacho final deste caso foi de encontro as suas expectativas, tendo em conta a matéria dos factos. Sobre a sua cliente assegurou que “ela está feliz por voltar a liberdade e a convivência da sua família. Ela colaborou com a justiça na descoberta da verdade e também pediu desculpas aos lesados, em particular ao Banco onde trabalhava”.

De realçar que o Ministério Público, não se fez representar na audiência devido ao facto da Comarca da Ribeira Grande estar sem procurador. O procurador, António Sousa, da Comarca do Paúl foi quem representou o MP, na audiência de julgamento, mas por razões não conhecidas não pode comparecer. Agora o Ministério Público tem, à partir desta data, 10 dias para recorrer ou não desta sentença.

 

  1. Morador de SV

    A justiça em cabo verde tem dois pesos e duas medidas, a bem poucos dias na localidade de Espia dois jovens roubaram 5 galinhas a um senhor idoso e estes foram parar a cadeia central da ribeirinha por um periodo de 6 meses. Eu pergunto se devolvem-se as galinhas se eles livrariam da pena e da condenação? Se fosse um coitado de certeza o Sr. Juiz não entenderia desta forma era cadeia na hora e jogava a chave no mar.

    Ohhhhhh Deus, que justiça é essa que protege os ladrões ricos e os ppobres…

  2. verd - ade

    Muito bem COFRE

    alguem sabe porque o aflfredo é conhecido por cofre ou melhor cufrim

  3. Luluzim

    Como é que um Gerente de uma Instituição que se diz credível (responsável máximo de uma Instuição Bancária e de confiança da Administração ) pode movimentar, indevidamente, valores a sua guarda, pertencentes a CLIENTES da Instituição ??? Isso tem um outro nome. A Gerente é uma LADRA.

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