Surto epidémico de paludismo no Concelho da Praia

31/08/2017 01:58 - Modificado em 31/08/2017 01:58
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O Governo emitiu um comunicado sobre o surto epidémico de paludismo no Concelho da Praia. A época das chuvas tem sido uma preocupação para este tipo de doenças transmitidas por mosquitos, com várias campanhas de sensibilização e de limpeza, na tentativa de erradicar o mosquito. O tempo das chuvas é delicado pela água exposta onde os mosquitos se podem reproduzir.

A preocupação das autoridades centra-se no facto que os casos de paludismo começaram a surgir antes da época das chuvas. Como se lê no comunicado do Governo: “Este ano, os casos de paludismo começaram a ser registados antes da época das chuvas, na ilha de Santiago e no Concelho da Praia, em particular, tendo sido registados até ao dia 28 de Agosto, inclusive, um total de 110 casos, dispersos por quase todos os bairros periféricos, sendo o maior número de casos registados, até agora, na Várzea (19 casos), Achada Santo António (16 casos), Achadinha (11 casos), Ponta Belém (9 casos) e Lém Ferreira (6 casos), entre outras”.

Com o início da época das chuvas altamente favorável à proliferação de mosquitos e as precárias condições ambientais registadas pelas autoridades no terreno, o Governo, “mais uma vez”, apela à população e às entidades com responsabilidade no sector do ambiente, saneamento e saúde “o engajamento efectivo para se evitar o aumento contínuo do número de casos nos próximos meses”.

O paludismo é uma doença infecciosa, grave, transmitida através da picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles. Em São Vicente, segundo as autoridades, ainda não se verificou nenhum caso autónomo na ilha. Mas, as recomendações são as mesmas.

 

As principais medidas recomendadas são as seguintes:

Para a População

– Manter sempre bem cobertos todos os recipientes que contenham água em casa;

-Eliminar/destruir todo e qualquer recipiente/objecto no quintal e na natureza que possam servir de criadouro de mosquitos;

– Colocar redes nas janelas e portas;

– Utilizar todas as formas possíveis para evitar a proliferação de mosquitos;

– Em caso de febre ou qualquer outro sintoma dirija-se imediatamente ao Hospital ou ao Centro de Saúde mais próximo da sua residência;

– Comunicar aos serviços municipais a existência de pardieiros onde possam existir depósitos, tanques ou outros recipientes com água estagnada que constituem o meio ideal para a reprodução dos mosquitos e do parasita;

Para as Instituições Públicas e Privadas:

– Reforçar a drenagem das águas pluviais, imediatamente após cada queda de chuvas nas áreas sob a própria jurisdição e/ou que constituam propriedade privada;

– Reforçar a fiscalização dos pardieiros, casas devolutas ou outras situações que possam conter depósitos, tanques ou outros recipientes com água estagnada e intervir imediatamente para a resolução do problema;

– Proteger com tampa todos os depósitos de água para construção, consumo doméstico ou outro;

– Informar a Delegacia de Saúde, bem como os serviços municipais de toda e qualquer situação que possa favorecer a criação de mosquitos e pôr em perigo a saúde.

 

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