JPAI pede intervenção do ME na questão dos vistos para estudar em Portugal 

31/08/2017 01:55 - Modificado em 31/08/2017 01:55
| Comentários fechados em JPAI pede intervenção do ME na questão dos vistos para estudar em Portugal 

A Juventude do PAICV, JPAI, “tem acompanhado, com atenção e muita preocupação, a problemática na atribuição de vistos de estudo a estudantes cabo-verdianos que pretendem prosseguir os seus estudos em Portugal”.

As razoes históricas, dos dois países, o numero elevado de quadro formados em Portugal, e facilidade da língua como um fator importante são algumas razoes apontados por Yuri Pereira, secretário nacional do pelouro de formação, intervenção politica e mobilização social da JPAI. E neste sentido “a procura e o amontoar de jovens nos Serviços da Embaixada de Portugal, no final de estudos secundários, não constitui uma surpresa para ninguém”.

Para a JPAI apesar dos esforços de procura antecipada dos serviços da embaixada tem-se verificado “múltiplas barreiras”. “O tratamento e o processo de documentação é lento, muito dispendioso e o mais grave envolvido numa profunda incerteza na atribuição do visto para os referidos estudos naquele país”. Situação que para Pereira tem provocado uma certa ansiedade e angústia nos jovens.

E chama a responsabilidade o governo para a resolução do problema. “O Governo de Cabo Verde, mantém-se mudo e calado e sem nenhuma iniciativa que pudesse apoiar os jovens a enfrentar e a ultrapassar essas barreiras. Achamos triste e lamentável que um jovem cabo-verdiano tenha de passar toda essa verdadeira humilhação para obtenção de um visto de estudo”.

Pereira expõe o lado dos jovens, e acha estranho  que o governo aprovou na Assembleia a isenção de vistos de entrada no país. A denuncia feita pela JPAI ainda inclui o facto de “ainda assim os jovens são obrigados a chegarem nas universidades com mais de um mês de atraso face ao início das aulas, situação que contribui para a alta taxa de insucesso escolar no primeiro ano do curso seja superior e/ou técnico-profissional”.

E o grupo pede a internação “urgente” do Ministério das Educação e dos Negócios Estrageiros para que “façam as diligências necessárias, nomeadamente junto das autoridades portuguesas, no sentido de se resolver, com a maior urgência possível, esta grave situação”.

Embaixada de Portugal

Em entrevista a RCV a embaixadora portuguesa em Cabo Verde, Helena Paiva, avança que a secção de vistos foi reforçado para o atendimento de estudantes. Os serviços atendem cerca de cinquenta pessoas, a quem for distribuído as senhas, e mais vinte a vinte cinco pessoas, dos processos enviados pelas camaras. “Não tem prazo para entregar de candidaturas, e não há qualquer razão para ficar fora das embaixadas. Serão todos atendidos mas tem que respeitar a regra de gestão”.

Sobre a negação de vistos. “O processo de visto é feito por especialistas. Os estudantes internacionais tem que ter condições para estudar em para que possa calmamente terminar os estudos, e de acordo com a lei”.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.