CMPN sem solução para os problemas da SOTOUR

29/08/2017 02:38 - Modificado em 29/08/2017 02:38
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A Sociedade de Desenvolvimento Turístico e Urbano do Porto Novo (SOTUR), a passar por sérias dificuldades, pode estar com os dias contados para o desespero dos clientes que, há quase uma década, esperam pela concretização dos investimentos prometidos.

Criada em 2007, pelo município do Porto Novo para a infra-estruturação urbanística de Curraletes, zona nobre da cidade do Porto Novo, a SOTUR, devido a problemas de gestão, nunca conseguiu cumprir essa missão, para o desalento das pessoas que adquiriram terrenos nessa zona.

Há anos em situação de falência técnica, a SOTUR pode estar mesmo em risco de desaparecer, caso a edilidade não encontrar um parceiro estratégico para o relançamento desta sociedade, conforme uma auditoria sobre a empresa, cuja gestão foi sempre marcada por problemas de vária ordem.

A auditoria, efectuada em 2016, confirmou a existência de “irregularidades graves” na gestão dessa empresa a passar, neste momento, por “uma situação financeira extremamente difícil” e, por isso, incapaz de levar adiante o projecto de infra-estruturação de Curraletes.

O projecto de infra-estruturação da Curraletes, na parte oriental da cidade do Porto Novo, consiste na construção de rede viária, na instalação de água canalizada, esgotos, energia, telefone, drenagem de águas pluviais e na criação de espaços verdes, zonas recreativas e de lazer e de equipamentos sociais.

Até agora, para o desespero das pessoas que adquiriram terrenos nessa zona, “a preço de ouro” (há lotes que ultrapassam um milhar de contos), foram realizadas apenas obras de terraplenagem dos terrenos.

Continuam ainda por concretizar praticamente todos os investimentos, inicialmente programados, à volta dos 250 mil contos.

A não realização, até agora, dos investimentos em termos de infra-estruturação dessa zona tem impossibilitado aos clientes realizarem os seus projectos imobiliários, muitos dos quais admitem ir aos tribunais devido a prejuízos decorrentes dessa situação.

Entre o município do Porto Novo e a SOTUR existe um protocolo para a infra-estruturação urbanística de cem hectares de terrenos na zona de Curraletes, prevendo-se, numa primeira fase, a infra-estruturação de 20 por cento (%) dessa área, o que ainda está por realizar.

O município do Porto Novo, saliente-se, estava em negociações com a Imobiliária Fundiária e Habitat (IFH), com vista a conseguir a tão desejada parceria para o relançamento da SOTUR, as quais foram interrompidas depois das eleições autárquicas de 2016.

O município do Porto Novo detém 81 por cento (%) das acções e os empresários José Pedro Oliveira e Alberto Josefá Barbosa possuem 19 por cento (%) da capital dessa sociedade que, para os portonovenses, está “em morte lenta”.

 

inforpress

 

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