Explosão no Madeiral  : militares tiveram acesso ao local antes da PJ

22/08/2017 07:04 - Modificado em 22/08/2017 07:04
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Populares ouvidos pelo NN dizem que os militares chegaram primeiro que a PJ ao local e que mexeram lá. E que depois lhes informaram que a explosão tinha sido provocada por um camping gás. Um familiar terá pedido aos militares que lhes mostrássemos os pedaços da garrafa. Isto porque eles sabem que no Madeiral já foi encontrado material explosivo pertencente as Forças Armadas. Este online apurou que populares terão guardado pedaços de estilhaços que mais tarde entregaram a PJ. A confirmar-se estes factos tudo indica que houve “ violação da cena do crime “ quer por parte dos militares quer por parte dos populares. E sabe – se que   que a primeira providência que deve ser adotada pelo primeiro agente de segurança pública que chegar ao local do crime, em havendo vítima, é a de saber se a vítima ainda se encontra com vida, através dos procedimentos de primeiros socorros adquiridos durante o curso de formação policial, a fim de que possa ser providenciado o devido socorro. Caso contrário, ao perceber que a vítima, já se encontra sem vida, deverá isolar o local até a chegada da polícia judiciária, cabendo a esta última tomar as providências legais. Dessa forma, percebe-se a relevância dos procedimentos de isolamento e preservação do local de crime, para a ocorrência de um trabalho pericial que proporcione a máxima exatidão no que concerne a análise dos vestígios. No caso da explosão do Madeiral tudo indica que esses princípios foram violados e que podem inquinar o resultado final da investigação.

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