A reclusa Lígia aguarda pela decisão do Juiz para voltar a estudar Direito

16/10/2012 00:14 - Modificado em 16/10/2012 00:14

A reclusa Lígia Furtado continua a aguardar pela decisão do Juiz de Execução de Penas da Comarca do Sal, que é a entidade com competência legal para permitir o seu regresso à Universidade Lusófona. Depois de absolvida do crime de corrupção activa, num caso que envolveu a direcção da Cadeia de São Vicente emitiu um requerimento a pedir autorização para prosseguir os estudos na universidade, onde é tida como um dos melhores alunos no curso de Direito.

 

O NN apurou que a reclusa Lígia Furtado, ainda não recebeu a notificação sobre o despacho do requerimento endereçado ao Juiz de Execução de Penas da Comarca do Sal a pedir permissão para prosseguir os estudos na licenciatura de Direito na Universidade Lusófona de Cabo Verde.

A ULCV iniciou o novo ano lectivo nesta segunda-feira, porém a reclusa Lígia Furtado continua impossibilitada de voltar a universidade em regime de exames, porque a instância que a condenou na pena de prisão que ela está a cumprir, ainda não se pronunciou sobre o caso.

A verdade é que o Juiz de Execução de Penas da Comarca do Sal tem a faca e o queijo na mão para decidir se a reclusa pode: regressar a universidade para fazer o curso superior em Direito, ou a cumprir a pena de 17 anos sem ter direito de efectuar uma formação académica.

Mas este online sabe Lígia demonstrou a vontade de continuar a sua licenciatura, que foi anulada em Fevereiro de 2012, quando estudava o 2º ano. Isto após ter concluído com sucesso o primeiro ano de formação, sob regime de exames. “Ela está a aguardar com tranquilidade, o despacho final. Mas é certo que existe um desejo de regressar as aulas, porque a sua inclusão no ensino superior iria contribuir para a sua reinserção social” assegura o causídico da reclusa.

  1. Julio

    Na minha opinião eu acho que mesmo que ela estudasse direito não podia pô-la em prática.

  2. Mateus Carvalho

    Na minha opinião é cedo até porque se ela fizer um curso agora e daqui a 3 três anos o concluir e ter que ficar mais 12 anos na prisão para cumprir a pena ao sair de lá tudo que ela aprendeu já estará quase esquecido. Seria melhor que o curso fosse feito quando lhe faltarão somente 3 anos para sair da prisão e assim logo poder reinserir socialmente. Estudar nunca é mal mas há que fazer os criminosos sentirem na pele que crime também não compensa.

  3. Maria José

    dinhero gô ondi ela ta sei kuel pa paga? Nton Stado ca tomal ele? Por isso que crime ta compensa

  4. Tud t tcheca bzot

    Terra sabe sim Sr estamos em boas mãos e em excelente caminhos. Continuemos.

  5. djonny

    Deve ser para melhor ludibriar as autoridades em futuras transações.
    Bom melhor aluna da Lusófona é difícil. são todos “muito bons alunos”, é difícil escolher. Basta ir ver as pautas das notas. São todos muito bons

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