Futebol: O fim da crise?

21/08/2017 07:23 - Modificado em 21/08/2017 07:23

 Na reunião extraordinária da Federação Cabo-Verdiana de Futebol, Victor Osório foi destituído do cargo e, agora, Mário Donay vai estar à frente da Federação liderando uma Comissão de Gestão. Depois da polémica envolvendo as meias-finais, a destituição era um cenário provável e foi confirmada com nove votos a favor e apenas dois contrários.

A Federação tem sido abalada por questões internas e a questão das meias-finais do Campeonato Nacional foi, pelo desfecho do caso, a gota de água para a actual direcção. O assunto mais falado tem sido a questão das meias-finais, aliada ao prolongamento do ano desportivo visando a realização de algumas outras provas, como o campeonato sub-17 que tinha sido adiado.

Estes factos vieram dar o alerta vermelho, que já se encontrava no amarelo. A liderança de Osório não foi pacífica em vários momentos e a posição da Selecção Nacional de Futebol no ranking, é atribuída à Federação, isto por escolhas feitas. Compromissos não cumpridos que levaram à saída de Rui Águas do comando dos “Tubarões Azuis” e a escolha de treinador Beto são alguns pontos imputados à Federação.

Apesar da Selecção Nacional ter subido uma posição na última actualização do ranking da FIFA, convém não esquecer que desceu trinta e uma posições. A paixão demonstrada pela Selecção aquando do seu auge com o apuramento para o CAN tem dado asas a um certo descrédito à Selecção, fruto dos resultados e da posição que ocupa no grupo de apuramento para o mundial, último lugar. A opção foi voltar a uma cara conhecida para trazer um “velho ânimo” à Selecção, Lúcio Antunes, que agora tem tido um trabalho difícil.

A questão das meias-finais e da forma como foi conduzida pela Federação foi criticada por equipas e amantes do desporto. A indefinição na decisão e o uso de dois pesos e de duas medidas, conforme sublinhado por dirigentes do Mindelense, levou ao caso de equipas a treinarem sem saberem o desfecho. Um desfecho que não agradou a todos pelo modo como o caso foi conduzido, demonstrou, para os responsáveis desportivos, que a solução passava pela destituição da direcção da Federação.

Uma série de acontecimentos que termina desta forma, uma vez que a Federação já tinha marcado a data da realização da final do Campeonato Nacional entre o Ultramarina e o Sporting da Praia. O atraso foi tanto que Cabo Verde vai terminar o Campeonato quando noutras paragens, com a mesma época desportiva, já se joga a época 2017/2018.

Com a destituição e marcação das eleições, resta saber quem se irá posicionar para assumir o comando do Futebol Nacional. Outras questões permanecem ainda envolvendo a Federação, não esta direcção, sobre o que poderá ter acontecido em 2014, com a eliminação de Cabo Verde da qualificação para a Copa 2014, no Brasil.

  1. Gertrudes

    Aquilo que aconteceu com a selecção em 2014, prova que em Cabo Verde os dirigentes fazem aquilo que querem sem dar cavaco a ninguém, quem lembra dos questionamentos dos Jornalista e também da sociedade civil com relação a essa matéria, sem que ninguém digna-se a esclarecer o assunto, e depois dizem que os adeptos estão a fugir do estádio, aja paciência para tantos caboverduras.

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