Governo propõe dois milhões de contos para a requalificação de todas as cidades do País em 2018

17/08/2017 05:48 - Modificado em 17/08/2017 05:48

O Governo vai investir em 2018, dois milhos de contos na requalificação de todas as cidades em Cabo Verde, montante disponibilizado no âmbito do fundo do turismo, anunciou hoje o primeiro-ministro, em Santo Antão.

Ulisses Correia e Silva, que iniciou hoje uma visita de dois dias a Santo Antão, a segunda em cerca de um mês, explicou que o “forte investimento” que o seu executivo pretende fazer na requalificação urbana visa dotar as cidades no país de qualidade ambiental, que é necessária para o turismo e para as populações.

“Tomamos a decisão de aplicar uma grande parcela do fundo do turismo (50 %) para, em parceria com todos os municípios, fazermos um forte investimento na requalificação urbana em 2018”, sublinhou o chefe do Governo, para quem a aposta de Cabo Verde no turismo exige um alto nível ambiental e uma boa organização urbanística, além do ambiente de segurança.

O primeiro-ministro lamentou, por outro lado, o facto de Santo Antão estar a perder parte da sua população jovem, que é, a seu ver, “um recurso insubstituível e cada vez mais escasso”, mas anunciou que o Governo tem como prioridade para santo Antão a adopção de “um forte programa de desenvolvimento regional” visando transformar esta ilha “numa economia capaz de gerar emprego e rendimentos e de poder fixar as populações”.

“O Governo está a fazer uma grande aposta em Santo Antão. Vamos apostar no aeroporto para desencravar a economia da ilha”, disse Ulisses Correia e Silva, reiterando ainda a aposta do seu executivo nos transportes marítimos entre as ilhas do arquipélago para resolver o problema de escoamento dos produtos agrícolas de Santo Antão.

Um outro compromisso do Governo em relação a Santo Antão tem a ver com a formação profissional, tendo já assinado, através do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), com a Associação dos Municípios desta ilha um protocolo nesse domínio, “virado” para a realidade de Santo Antão.

“Os instrumentos estão, mais ou menos a ser colocados de pé (…) podemos conseguir tirar Santo Antão da depressão de crescimento”, notou Ulisses Correia e Silva.

Os autarcas de Santo Antão têm vindo a alertar o primeiro-ministro para a necessidade de o Governo, em parceria com as autarquias, desenvolver políticas que impeçam esta ilha de continuar a perder a sua população.

Admitem que o desemprego e a pobreza que afectam Santo Antão faz com que esta ilha esteja a perder “parte importante” da sua população, uma situação que os autarcas consideram “dramática”.

A ilha perdeu em dez anos (entre 2000 e 2010) cerca de quatro mil pessoas, correspondentes a sete por cento (%) da sua população, facto que, segundo os autarcas, resulta de “más políticas” de desenvolvimento de que a ilha tem sido alvo, ao longo dos anos.

A manter-se essa tendência, “o futuro de Santo Antão está comprometido”, segundo os responsáveis municipais, avisando que, até 2030, a ilha pode perder mais dez mil pessoas.

Entretanto, durante um encontro esta quarta-feira com as forças vivas em Ribeira das Patas, zona que conta com cerca de três mil habitantes, Ulisses Correia e Silva anunciou também que o Governo vai mobilizar 150 mil contos para a construção do centro de saúde local.

Nesse mesmo encontro, em que foram analisados os desafios para essa vila que, além do centro de saúde, aflorou-se ainda a necessidade de elaboração do plano urbanístico desta urbe, criação no local de um posto policial e de outros serviços públicos.

“O Governo vai mobilizar o financiando para o centro de saúde da Ribeira das Patas. Podemos garantir que vamos, através do Orçamento do Estado ou de financiamento externo, mobilizar o financiamento para essa infraestrutura”, afiançou o chefe do executivo que, ainda em Ribeira das Patas, presenciou a apresentação do projecto de abastecimento de água domiciliária às zonas de Círio e Curral das Vacas.

 

Inforpress

 

  1. alberto tavares

    Para 2018.
    Dà impressão de ser uma pastilha calmante. Depois, quando (e se) aparecer, contemplam primeiramente a Capital, o grande absorvente, onde encontram sempre motivos falaciosos para dormir os incautos.
    Estamos perante um Governo insensivel e a insesibilidade cria monstro e o monstro tem muitos tentàculos e mais de uma cabeça.

  2. JOAO

    A prioridade seria o desencravamento de todas zonas sem vias rodoviárias.Depois requalificação das cidades.

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