Mariza conquista Baia das Gatas com a sua atuação

12/08/2017 11:10 - Modificado em 12/08/2017 11:10

A abertura desta edição do festival esteve a cargo da fadista Mariza, uma das vozes marcantes da música portuguesa, com uma apresentação com cerca de cinquenta minutos de atraso, da hora marcada do pontapé de saída da 33ª edição do festival.

De rosto sorridente, vestido branco longo, bastante comunicativa e interventiva, Mariza trouxe esta sexta-feira, a música tradicional portuguesa a São Vicente.

A atuação da fadista ficou marcado por sorrisos e interação com o público, que para além de ser surpreendida pela cantora que começou com ritmos mais mexidos, conseguiu ganhar a empatia do público.

Durante a atuação, manteve-se sempre bem-disposta e interventiva e transmitiu que o fado não tem que ser triste. E esta ideia acompanhou-a ao longo do repertório. Entre cada interpretação, interagia com o público e estreou-se no Baia das Gatas cheia de alegria e diversão. Lançou-se na abertura com o tema “Bailarico saloio”.

Na terceira música, a cantora trouxe um fado e cativou a plateia presente, que possivelmente não estava a espera daquilo com que foram surpreendidos.

A fadista, de 43 anos, cantou e emocionou ao interpretar temas como” Barco Negro” e “Ó Gente da Minha Terra”. E também um tema do Boss AC, “Melhor de mim”.

Ouviram-se aplausos e gritos de alegria. Uma linda apresentação, maravilhoso, foi fantástico e adorei cada minuto, cada segundo”, diz a artista. Ela que ainda foi surpreendida pela presença do músico Tito Paris, que subiu ao palco e proporcionou um momento especial entre os dois ao interpretarem “Beijo de sodade”.

No final da atuação, despediu-se com um grande agradecimento pela forma como foi recebida.

Logo após a sua atuação, o palco esteve recheado de diversas personalidades nacionais, para o esperado encontro de vozes, com o pianista Chico Serra a dar o pontapé de saída, seguido depois de Ana Firmino, que não pisa o palco da Baia há mais de dez anos e “matou as saudades”, com a sua presença vibrante no palco e fechou a sua atuação com o tema “’m Cria Ser Poeta”, composição de Paulino Vieira.

Armando Tito, chamado ao palco, o guitarrista de São Vicente que surpreendeu o público e foi fortemente aplaudido ao tocar com a “guitarra na costa”. Considerado um dos grandes guitarristas da história de Cabo Verde.

Maria Alice, com um repertorio recheado de mornas foi a quarta voz a subir ao palco, inserido neste projeto, seguido posteriormente de Jorge Sousa e Titina e a fechar com atuação de Toi cabicinha. Durante mais de duas horas estes “jovens” da música nacional, atuaram e receberem os merecidos aplausos.

Este sábado, continua, com a abertura de DJ´s, Anselmo Ralph, Carnaval, Djodje e Alborosie.

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