Oposição questiona secretismo do Governo

11/08/2017 04:23 - Modificado em 11/08/2017 04:23

Nos últimos dias, o Governo tem anunciado várias medidas para reestruturar a economia nacional. O contrato agora assinado com a Icelander, a lista de empresas a privatizar, o cancelamento do contrato de concessão dos portos de Cabo Verde enquadra-se no âmbito das medidas propostas pelo Governo.

Por sua vez, a oposição tem mantido um pé atrás nestes negócios devido à falta de informação. Tanto a UCID quanto o PAICV têm criticado a postura do Governo em não revelar dados importantes deste negócio. Isto, para além da oposição estar a criticar vários negócios em si por parte do Governo, com o argumento de que os interesses do país não têm sido salvaguardados, apesar do MpD acreditar que todos os procedimentos têm sido feitos segundo as regras.

A líder do PAICV, Janira Hopffer Almada, em declarações à imprensa, mostra algum cepticismo em relação aos acordos feitos pelo Governo. A falta de transparência, de dados e de informações, têm sido as acusações do maior partido da oposição. Sobre o contrato com a Icelander diz que o Governo “não divulga o contrato de gestão, nem quais os deveres das partes, que garantias foram prestadas neste contrato, quantos trabalhadores vão ser despedidos”. Com a falta de informação, Janira Hopffer Almada foca-se na lista das empresas a serem privatizadas para reflectir sobre os trabalhadores actuais destas empresas.

“É uma situação obscura quando há grupos económicos que estão a ser protegidos e que os interesses dos cabo-verdianos não estão a ser salvaguardados. Por isso, não está a falar claro com os cabo-verdianos”. Essa atitude do Governo, segundo a líder da oposição, demonstra que está a agir como se estivesse a gerir casa própria. “Os partidos não são tidos nem achados, não foram ouvidos os parceiros nem a população”.

O Presidente da UCID em declarações à RCV concorda com os anúncios que o Governo tem feito, mas como uma ressalva. “É preciso dizer e apresentar às pessoas interessadas os novos dados para lhes permitir fazer uma análise realística do que vai acontecer”, neste caso com a Enapor.

 

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