Ministro da Eeconomia :” o grupo islandês não entra com capital na TACV “

11/08/2017 04:20 - Modificado em 11/08/2017 04:20
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O grupo Icelandair, da Islândia, assume a partir de segunda-feira a gestão do negócio internacional da companhia aérea pública cabo-verdiana TACV, que vai custar ao Estado cabo-verdiano 925 mil euros e visa preparar a empresa para a privatização.

O contrato de gestão da TACV Internacional foi assinado hoje, na cidade da Praia, pelos ministros cabo-verdianos das Finanças, Olavo Correia, e da Economia, José Gonçalves, pelo presidente e Administrador Executivo da TACV, José Luís Sá Nogueira e Armindo Sousa, respetivamente, e pelo vice-presidente da Loftleider Icelandic, pertencente ao grupo Icelandair, Erlendur Svavarsson.

O ministro da Economia informou que o Plano de Negócios começa a ser executado na próxima segunda-feira e a base aérea será na ilha do Sal, que tem um aeroporto com melhores condições e com espaço para expansão.

José Gonçalves indicou que a Icelandair vai reforçar a frota internacional da TACV com mais dois aviões, aumentando para cinco até final do próximo ano e 11 dentro de três anos.

Neste momento, o ministro disse que o grupo islandês não entra com capital na TACV, mas sim a prestar um serviço de gestão com vista à privatização do negócio internacional, cujo decreto-lei já foi aprovado pelo Conselho de Ministros.

Dizendo que a Icelandair pode vir a ser um dos “parceiros estratégicos” para a privatização da TACV Internacional, e depois, sim, entrar com capital, José Gonçalves salientou que isso será feito num “quadro jurídico estabelecido pela lei”.

O contrato de gestão terá a duração de um ano, renovável por igual período, caso a privatização não acontecer antes.

Quanto ao Governo de Cabo Verde, o ministro informou que entrará com 100 mil euros no primeiro mês e 75 mil euros por mês durante o período em que a Icelandair vai gerir a empresa, o que dá um total de 825 mil euros em 11 meses e 925 mil euros no total.

Considerando que se trata de um “acordo estruturante”, José Gonçalves sublinhou que o objetivo do Governo é fazer a reestruturação da TACV e coloca-la na “dimensão certa” para a venda e transformar Cabo Verde numa plataforma de prestação de serviços aéreo no atlântico.

O vice-presidente da Loftleider Icelandic, pertencente ao grupo Icelandair, Erlendur Svavarsson, disse que o contrato é uma “grande oportunidade” para, além de mais aviões, o grupo trazer conhecimento e experiência da aviação para Cabo Verde.

O grupo, com mais de 80 anos de história, pretende também aumentar a conectividade do país com o mundo e trazer mais turistas param o arquipélago africano.

O fim das operações domésticas levou os trabalhadores a realizarem uma manifestação na cidade da Praia para exigir informação quanto a despedimentos, indemnizações e também como será feita a incorporação de boa parte na Binter.

O presidente do Conselho de Administração disse que a reestruturação vai implicar o despedimento de cerca de 260 pessoas, o equivalente a cerca de metade do efetivo de trabalhadores.

Apesar de salientar a necessidade de reduzir os custos e de procurar uma solução para as dívidas, o primeiro-ministro reafirmou hoje que todos os direitos dos trabalhadores serão salvaguardados com a reestruturação da TACV.

O Governo já avançou também que está a preparar uma linha de crédito e um fundo para ajudar os trabalhadores com maiores dificuldades a reintegrarem-se no mercado de trabalho.

Fonte  : Lusa

 

 

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