Encontro de vozes  para  iniciar o  Festival Internacional de Música da Baía das Gatas

10/08/2017 02:00 - Modificado em 10/08/2017 02:00

O encontro de vozes é uma iniciativa que irá juntar no mesmo palco Maria Alice, Ana Firmino, Titina, Jorge Sousa, João Eugénio, Armando Tito e Chico Serra, esta sexta-feira, 11, no arranque do Festival que está a cargo de Mariza.

Maria Alice

Maria Alice de Fátima Rocha Silva, mais conhecida por Maria Alice, é uma cantora de Música de Cabo Verde, nascida em 23 de Outubro de 1961, na Ilha do Sal, em Cabo Verde.

Só por volta dos trinta anos é que se começou a dedicar totalmente à música. Tem actuado inúmeras vezes em Cabo Verde e na Europa, em particular, em Portugal, inclusivamente na televisão.

Fixa residência em Portugal, na cidade de Lisboa, em 1981, apresentando-se em espectáculos com outros músicos da Diáspora, sendo desde logo presença habitual nos programas das salas lisboetas Ritz Club e B. Leza, entre outros.

Dedicada aos géneros populares Morna e Coladeira, tem como grande referência Cesária Évora. Gravou o seu álbum de estreia em 1994, intitulado Ilha d’Sal. Para além de Portugal e Cabo Verde, apresentou-se em concertos e festivais em muitos países.

Colabora em dois temas do LP “Feiticeira di côr Morena” de Travadinha. Em 1989 passa pelos Encontros Acarte da Gulbenkian e edita o disco “Carta de nha Cretcheu” através da Kolá Records. Emigra para Portugal no início dos anos 90.

Em 1998 editou o disco “Amor É Tão Sabe”. Em 2003 foi editado o álbum “Viva Vida”.

É sobretudo considerada enquanto intérprete de morna e de outros géneros musicais cabo-verdianos. Uma das suas canções mais conhecidas é Chico Malandro, produzida por um dos músicos cabo-verdianos mais bem sucedidos, Tito Paris.

É mãe do músico Boss AC.

Titina

A cantora, natural de São Vicente, começou a cantar aos 12 anos, tendo efectuado concertos em vários países. Foi agraciada pelo Presidente da República Portuguesa e também pelo Presidente de Cabo Verde e vive há muitos anos em Portugal, onde já actuou nos locais mais conceituados.

Titina é conhecida pela sua “voz cristalina” e é tida como uma “purista da morna”. Tem gravações suas em diversos trabalhos colectivos como “Músicas de Intervenção” e “Lisboa nos Cantares cabo-verdianos”. Possui um CD a solo “Titina Canta B. Leza”. A concretizar-se o seu próximo trabalho será, a segunda vez que se dedica por inteiro a um único compositor, neste caso, a Jotamont.

Jorge Sousa

Jorge Sousa, que integrou a Banda “Voz de Cabo Verde”, da família de músicos Sousa, também irá marcar presença no festival de música.

Vencedor de uma das edições regionais do Todo Mundo Canta na década de 80, João Eugénio é natural de São Nicolau, onde nasceu a 19 de Setembro de 1961.

Carpinteiro de profissão, o artista integra o grupo musical local Revelação, tendo participado em vários espectáculos, tanto nas ilhas, como na diáspora.

Armando Tito

O guitarrista cabo-verdiano que sempre surpreende os fãs a tocar com a “guitarra nas costas”. Considerado um dos grandes guitarristas da história de Cabo Verde, Armando Tito é polivalente e autodidacta. Além do violão é tocador de clarinete e construtor de instrumentos musicais.

O viola-ritmo dos Voz de Cabo Verde animava a discoteca Monte Cara, na época conhecida por “Bana”, ao lado de Leonel Almeida, Kabanga e Paulino Vieira. Mas antes, passara pelo grupo Sossabe, em Cabo Verde, onde desenvolveu a sua famosa técnica de solar com a guitarra atrás das costas que já o caracteriza.

Ao longo dos anos desenvolveu um som característico da viola de corda de aço, com solos sublimes e motivos que se podem ouvir, por exemplo, nos discos de Cesária Évora, com quem tocou – “tinha eu 13 anos e ela 15” – , gravou e fez digressões.

Vive em Portugal desde os anos 80 e emprestou os seus solos de violão a centenas de gravações. Acompanhou intérpretes bem conhecidos da música cabo-verdiana, como Ildo Lobo, Titina, Lura, Nancy Vieira, Leonel Almeida e Celina Pereira. Também tocou vezes sem conta com Paulino Vieira, Zé Afonso, Vaiss, Dalú, Manuel Paris e Toy Vieira.

Chico Serra

Francisco Coelho Pereira Serra nasceu na Praia em 1947. Com apenas dois meses de idade, foi levado pelos pais para o Mindelo, onde ainda hoje reside. Começou a tocar piano precocemente, aos 4 anos, por influência da família, que estava ligada à música. Nunca frequentou conservatórios ou academias: aprendeu a tocar apenas de ouvido, de forma autodidacta.

O pianista e compositor foi um dos participantes activos no movimento de intervenção da música cabo-verdiana.

A sua carreira faz com que ele seja um dos grandes nomes da nossa música. Exímio instrumentista, Serra foi essencialmente um intérprete. Também de realçar a sua significativa participação em vários projectos musicais, alguns como fundador.

Após ter percorrido vários palcos, Chico Serra abre o seu próprio espaço: o Piano Bar do Mindelo, local de referência da cidade do Mindelo nos princípios dos anos 80, por onde passaram grandes nomes da música cabo-verdiana como Cesária Évora, entre outros.

 

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