PAICV: cancelamento de concessões dos portos põe em causa credibilidade do país

9/08/2017 02:13 - Modificado em 9/08/2017 02:33

Como anunciado pelo actual Governo em comunicado de 15 de Julho, o mesmo decidiu cancelar o concurso internacional lançado pelo antigo Governo para a subconcessão dos principais portos de Cabo Verde que tinham sido divididos em dois blocos: Praia e Mindelo, o primeiro bloco, e Palmeira e Sal-Rei, Sal e Boa Vista, o segundo.

O Grupo Bolloré foi a única empresa a submeter uma proposta técnica e financeira para a subconcessão do primeiro bloco que inclui os portos da Praia e do Mindelo. “Entretanto, após uma aprofundada análise do processo, o actual Governo concluiu que o modelo de subconcessão anteriormente adoptado para a exploração dos principais portos de Cabo Verde, não responde às exigências da nova visão e da estratégia definidas para o sector”.

Esperando num melhor modelo de subconcessão, o Governo tomou “a decisão de cancelar o concurso internacional de subconcessão dos principais portos de Cabo Verde”. Atitude que não agradou ao PAICV, que sustenta que essa decisão pode colocar em causa a credibilidade do país.

“Ficámos surpreendidos. Foram processos internacionais lançados e com todo o apoio de instituições internacionais. Há compromissos que o Estado deve respeitar e aqui estamos a colocar em causa a credibilidade internacional do país”, avança a Presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada.

A mesma sublinha que houve grandes ganhos por parte do país em relação à sua credibilidade externa. E quando “se começam a desrespeitar compromissos internacionais sem explicar ao país as razões concretas para este procedimento” deve-se ter em conta os reflexos que terão na credibilidade externa do país.

“O Governo não se pode escudar apenas nas justificações de que tem outra visão. Tem que explicar qual é essa visão, as razões concretas, passíveis de qualquer renegociação para salvaguardar não só os interesses do país mas também a imagem e credibilidade de Cabo Verde”.

 

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