Autarcas de  Santo Antão: a Ilha encontra-se estagnada à espera das grandes infra-estruturas

7/08/2017 03:59 - Modificado em 7/08/2017 03:59

Santo Antão encontra-se “praticamente estagnado” à espera das grandes infra-estruturas que dinamizem a economia desta ilha, que, por causa do desemprego e da pobreza, vem perdendo parte importante da sua população.

A conclusão é dos autarcas desta ilha que têm estado a defender a implementação de um programa de infra-estruturação de Santo Antão para promover o potencial económico desta região, com realce para a agricultura e turismo, sectores em que a “ilha das montanhas” tem grandes potencialidades.

Conforme os autarcas, uma das infra-estruturas de que a ilha mais necessita, nesta altura, é o aeroporto de Santo Antão, cujo projecto começa a ganhar corpo.

O presidente da Câmara Municipal do Paul, António Aleixo, é de opinião de que Santo Antão “está praticamente estagnado”, acreditando, porém, que o aeroporto, que pode ser implementado a partir de 2020, irá “impulsionar” a economia desta ilha, que precisa “estancar rapidamente” a perda da sua gente, mormente jovens, que busca outras ilhas ou a emigração, à procura de “uma vida melhor”.

Orlando Delgado, edil da Ribeira Grande, e por sinal presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão, partilha da opinião de que o aeroporto é o projecto que falta a Santo Antão para dinamizar a sua economia e criar as oportunidades em termos de emprego que possam reter a sua “força de trabalho”.

Este autarca aproveitou um encontro, sexta-feira, com os emigrantes em férias na Ribeira Grande para falar do processo de desenvolvimento de Santo Antão, “muito condicionado”, a seu ver, pela falta de infra-estruturas que possam estimular a sua economia.

Orlando Delgado referiu-se, também, ao aeroporto como “tábua de salvação” de Santo Antão, ilha que perdeu, em dez anos, cerca de quatro mil pessoas, correspondentes a 07 por cento (%) da sua população.

A manter-se essa tendência da perda da sua população, os autarcas santantonenses temem pelo o futuro de Santo Antão que estará “comprometido”, já que, até 2030, a previsão é de que a ilha possa perder mais dez mil habitantes.

Para o presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, Aníbal Fonseca, é “fundamental”, desde já, apostar na infra-estruturação da ilha e promover o potencial económico desta região, afigurando-se o aeroporto e a segunda fase do porto do Porto Novo como sendo os projectos cruciais, nesta altura, para Santo Antão.

Os municípios santantonenses querem trabalhar com Governo com vista ao crescimento económico de Santo Antão e, em cinco anos, estancar o decréscimo da população e, se possível, inverter essa tendência, segundo o autarca portonovense.

Um outro desafio para Santo Antão, no entender dos presidentes de câmaras desta ilha, relaciona-se com a criação, a curto prazo, de um pólo universitário.

Dotar a  ilha de melhores infra-estruturas de saneamento, com destaque para o aterro sanitário e uma estação de tratamento de águas residuais no Porto Novo, constitui outra aposta que Santo Antão precisa fazer para se tornar mais atractiva e competitiva, segundo as autoridades locais.

Inforpress

  1. Anete Vital

    “Quando o assunto mete politico, confia desconfiado” (Abraham Lincoln)
    A cada dia que passa confirma-se que politico é mentiroso. Nunca faz o que diz.

  2. santantonense

    tud vai bem. com o governo e as camaras do mesmo cor

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