João Serra : A  a extinção  do Novo Banco foi  a medida mais ajustada e menos custosa.”

4/08/2017 03:20 - Modificado em 4/08/2017 03:20
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Os deputados concluíram as audições no âmbito da CPI sobre o Novo Banco, tendo escutado todas as pessoas relacionadas com o banco durante o seu processo de criação e resolução. João Serra, Governador do Banco de Cabo Verde, foi o último a ser auscultado neste processo. Para o Governador do BCV, o processo com o Novo Banco começou em Janeiro de 2016, antes das eleições legislativas, com uma série de medidas preventivas a fim de melhorar a situação do banco.

“No dia seis de Janeiro tivemos a primeira intervenção no Novo Banco, em que limitámos consideravelmente o âmbito de actuação do banco”. Essas medidas foram impostas pela lei, como defendeu o Governador, e eram medidas correctivas. O sistema usado foi o de começar pelas medidas menos gravosas, “para ver se produziam efeito”. E, como acrescenta, “uma vez que não produziram efeito”, foram agravando as medidas.

Para Serra, o banco, no meio dos desafios, não se focou onde se deveria ter focado, não recebendo o funding das linhas de crédito internacional pelo que “desatou a concorrer com os nacionais”. Serra defendeu que a recapitalização era uma condição necessária, mas que o banco precisava de alterar o seu modelo de negócio.

“Deveria ter, em primeiro lugar, os mecanismos preventivos previstos pela lei. Medidas correctivas, depois da agravação das medidas e, por último, a instância de resolução”. Considerou a extinção  do banco como a medida mais ajustada e menos custosa.

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