Ex-PCA Novo Banco considera que o banco  era viável

2/08/2017 07:54 - Modificado em 2/08/2017 07:54
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O ex-Presidente do Conselho de Administração do Novo Banco (NB), António Baptista, foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Novo Banco, onde defendeu o projecto da criação do banco e da sua viabilidade, propugnando que um dos factores era o tempo para a estabilização do banco.

“O Novo Banco era um projecto viável. Não é possível analisar a viabilidade de um banco em apenas cinco anos. Não podemos fazer isso. Os bancos dão empréstimos de trinta anos. No mínimo, temos de analisar numa perspectiva de longo prazo”. Neste sentido, defendeu que era normal haver situações de prejuízo, de imparidade e de não cumprimento de rácios.

Outro factor foi a nova legislação implementada pelo Banco Central que considerou mais exigente. O Novo Banco “não conseguiu cumprir [esta nova legislação] porque tornou as regras de funcionamento das intuições financeiras mais rígidas”, pois, “para o BCV o Novo Banco precisava de ser capitalizado num curto prazo para cumprir os rácios”.

Segundo o antigo administrador, o Novo Banco desenvolveu-se rapidamente, os produtos cresceram, mas “o capital próprio não cresceu na mesma proporção” para se conseguir chegar a um ponto de equilíbrio. Defendeu que a capitalização do Novo Banco “deveria ter acontecido com maior regularidade”. Tinha consciência de que isso era necessário “não só pelo facto do BCV o ter exigido, mas porque qualquer entidade financeira teria de cumprir essa exigência”.

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