Binter inicia operações com três aviões  e a promessa de ligar todas as ilhas a preços razoáveis

2/08/2017 07:52 - Modificado em 2/08/2017 07:52
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A Binter é desde hoje a única companhia aérea a fazer os voos domésticos em Cabo Verde, passando a operar com três aviões e prometendo ligar todas as ilhas em “condições de segurança” e com “preços razoáveis”.

A Binter passa a ter o exclusivo dos voos entre as ilhas de Cabo Verde, após menos de um ano de concorrência com a transportadora pública TACV, que deixou de voar no país na segunda-feira.

Em comunicado, a Binter Cabo Verde anunciou que vai iniciar uma missão com que está “inteiramente comprometida” e promete “cumprir integralmente”, continuando a prestar um “serviço de alta qualidade em ótimas condições de segurança e com preços razoáveis”.

Para cumprir esse objetivo, a companhia, que iniciou as operações em Cabo Verde em novembro do ano passado com um avião, passando depois para dois, informou que a partir de hoje terá uma terceira aeronave na sua frota no arquipélago.

“Essa aeronave estará a operar a partir de 1 de agosto [hoje] para garantir o desenrolar normal do transporte dos passageiros nos voos domésticos e também nas ligações internacionais”, assegurou a Binter Cabo Verde na nota de imprensa.

Depois de um longo processo de instalação em Cabo Verde, a Binter iniciou os voos em Cabo Verde, que eram assegurados pela empresa pública de Transportes Aéreos TACV.

Os voos domésticos da Binter arrancaram com a inauguração da rota Santiago – São Vicente – Sal, com um único avião, mas depois de começar a operar com o segundo aparelho, iniciou também ligações para a ilha da Boavista, depois Fogo, São Nicolau e Maio.

A empresa garantiu que o terceiro aparelho vai reforçar as ligações em Cabo Verde.

Em entrevista na segunda-feira à agência Lusa, o presidente da Binter Canárias, Pedro Agustín del Castillo, disse que a empresa quer contribuir para o desenvolvimento de Cabo Verde, assim como aconteceu nas Canárias, desde 1989.

Em dezembro, durante uma visita a Cabo Verde, o vice-presidente da Binter Canárias, Rodolfo Nunez, anunciou que a companhia aérea estava disposta a integrar capital público ou privado cabo-verdiano, sublinhado que a companhia só iria conservar a maioria do seu capital.

Em maio, o Governo cabo-verdiano anunciou a exclusividade dos voos da Binter no país, informando também que entrará com 49% no capital social da Binter, que correspondem a 2,952 milhões de euros (325.560.900 escudos cabo-verdianos).

Em setembro, a Binter deverá passar também a assegurar as ligações regionais de Cabo Verde com o Senegal e a Guiné-Bissau, ao abrigo da parceria, que prevê que 30% corresponde à cedência comercial das rotas domésticas e regionais e 19 por cento a investimento.

Todos os pormenores do negócio ainda não foram revelados, mas, em comunicado, a Binter Cabo Verde garantiu que inclui ainda a integração de representantes do acionista cabo-verdiano nos órgãos de administração da empresa, para poder ter todas as informações.

O Governo cabo-verdiano avançou que a posição do Estado na companhia será colocada posteriormente à disposição de investidores nacionais.

A Binter Cabo Verde aumentou, em dezembro de 2016, o seu capital social para 6.025 milhões de euros (664.410.000 escudos cabo-verdianos) correspondentes a 664,410 ações ao preço nominal de 1.000 escudos cabo-verdianos (cerca de 9 euros) por ação.

A Binter Cabo Verde, criada em 2014, é uma companhia de direito cabo-verdiano, que tem como único acionista a empresa Apoyo Y Logistica Industrial Canária, Sociedade Limitada.

A empresa tem um quadro de pessoal de cerca de 90 funcionários, na sua maioria cabo-verdianos, e espera contratar mais pessoas no arquipélago, muitos deles que vão sair da TACV.

 

Lusa

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