EUA exibem sistema anti-míssil e fazem voo de intimidação

31/07/2017 08:26 - Modificado em 31/07/2017 08:26
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Em resposta a mais um teste de mísseis intercontinentais norte-coreanos na sexta-feira os Estados Unidos voltam a ensaiar o sistema anti-míssil Thaad e mandam dois bombardeiros estratégicos sobrevoar a península coreana.

O primeiro movimento no tabuleiro de xadrez foi dos norte-coreanos que, sexta-feira, lançaram um míssil balístico intercontinental (ICBM) que caiu no Mar do Japão. Foi o segundo teste deste tipo em menos de um mês. Segundo as autoridades de Pyongyang o foguete (com capacidade para transportar uma ogiva nuclear) teria capacidade para atingir a costa leste dos EUA, coisa que permanece por demonstrar.

O presidente Donald Trump manifestou a sua irritação com a China, acusando-a de nada fazer para resolver um problema facilmente solucionável. O vespeiro coreano é tudo menos isso pois, se Pequim quer evitar atritos com os EUA por causa de um aliado pouco dócil, também não gostaria de ver implodir o regime de Pyongyang e a Coreia reunificada sob hegemonia ocidental.

Numa resposta directa aos norte-coreanos, os EUA realizaram hoje mais um teste do sistema anti-míssil Thaad que tem bases do Alasca à Coreia do Sul. Um avião de transporte dos EUA C-17 Globemaster lançou um míssil balístico médio que foi destruído por um foguete lançado da base de Kodiak no Alasca. Foi o 15º teste deste tipo realizado nos últimos meses.

Mas Washington não se ficou por aqui. Também hoje dois bombardeiros estratégicos B-1B que descolaram da base de Andersen na ilha de Guam (situada 3200 km a leste, nas Ilhas Marianas) participaram em exercícios com aeronaves sul-coreanas e japonesas, sobrevoando a península coreana numa demonstração de força.

Expresso

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