PAICV pede ao Procurador-Geral que investigue o negócio entre Governo e Binter

28/07/2017 01:28 - Modificado em 28/07/2017 01:28
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O PAICV cumpriu a sua promessa de que ia recorrer ao Tribunal Constitucional para que haja uma investigação na sequência da negação do grupo parlamentar do MpD em constituir uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o processo de liquidação da TACV e do negócio com a Binter.

Segundo Walter Évora, deputado do PAICV, o processo da reestruturação da TACV e do negócio com a Binter levantou suspeitas quando o MpD se recusou, na casa parlamentar, a permitir, através do próprio Parlamento, uma investigação própria para averiguar o processo.

“Ficámos com suspeitas que este negócio não é limpo e que há muitos pontos soltos que precisam de ser afinados. É um negócio que envolve avultados recursos do Estado de Cabo Verde e activos estratégicos. Viemos pedir ao Procurador para verificar se a lei foi respeitada e se não há corrupção e se há favorecimento individual neste negócio”.

O deputado caracteriza o negócio do Governo com a Binter como “um dos episódios mais negros”. E para o PAICV, a CPI deveria ser obrigatória, mas este instrumento foi rasgado e o MpD antecipou-se com uma CPI e utilizou a questão da duplicação do objectivo para refutar a investigação. Évora considera uma manobra do partido que sustenta o Governo.

“O MpD quis retirar o foco do negócio actual e queria investigar. Mas o negócio do Governo com a Binter nem sequer é mencionado na CPI” que foi aprovada pelo MpD.

Se o MpD conseguiu travar a CPI do PAICV sobre o assunto, Walter Évora acredita que não terá “coragem de impedir uma investigação do Procurador da República”.

Relembra-se que durante esta semana o Presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, empossou os membros da CPI sugerida pelo MpD, que vai averiguar os actos de gestão da TACV, bem como o funcionamento dos órgãos sociais e a aprovação das decisões de gestão.

 

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