Milionária raptada e feita escrava sexual por polícia

27/07/2017 09:51 - Modificado em 27/07/2017 09:51
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Mulher de 32 anos esteve presa mais de dois meses. Fingiu ter-se apaixonado por um dos raptores para conseguir fugir.

Uma jovem milionária russa foi raptada por um polícia e esteve presa durante 10 semanas. A mulher, de 32 anos,viveu um autêntico pesadelo: foi violentamente agredida, roubada e usada como escrava sexual. O caso só agora chegou a tribunal. Dmitry Prischenko, polícia em Mytishci, perto de Moscovo, abordou a empresária na rua, apontou-lhe depois uma arma e agrediu-a, deixando-a desfigurada. Inconsciente, a mulher foi levada para o apartamento do agente. “Ele obrigou-me a entrar no carro. Depois entrou também e agrediu-me com a arma que tinha na mão. Quando acordei estava encharcada em sangue. A minha cabeça e cara eram como uma cascata de sangue. Tinha a roupa manchada e dores na vagina e abdómen. Sangrava também dos genitais e aí percebi que tinha sido violada enquanto estava inconsciente”, contou a mulher russa em tribunal. O polícia foi ajudado por dois cúmplices, Dmitry Sokolov e Alexander Dotsenko, que juntos violaram a milionária repetidamente todos os dias. O gang extorquiu dinheiro e joias à milionária. Obrigaram-na a fazer transferências avultadas e a vender vários pertences, entregando o dinheiro aos raptores. Os três homens russos chegaram a levar um médico ao apartamento onde a empresária estava presa, para lhe tratar de alguns ferimentos. “Eu disse-lhe ‘por favor ajuda-me, sou refém destes homens, mas ele ignorou-me. Uns dias depois eles levaram-me para vender o meu carro, disse à funcionária do stand que tinha sido raptada mas ela fingiu não ter percebido”, contou em lágrimas a mulher. Vítima enganou os raptores Dois anos após o pesadelo, ocorrido em 2017, a vítima admite que ainda não recuperou. “Eu queria viver, tinha 32 anos, sem família nem filhos, queria ter um futuro. Agora tudo é difícil. Eles ameaçavam que me levavam para a Crimeia, que me matavam e desmembravam. Que ninguém nunca havia de encontrar o meu corpo”, recorda. Desesperada, a milionária percebeu que tinha que fazer alguma coisa para conseguir fugir. Sokolov tinha confessado que estava apaixonado por ela e a mulher viu aí uma oportunidade. “Ele disse-me  que queria fugir comigo e ter filho e eu disse-lhe que sim, que estava apaixonada por ele também”, explicou. Dmitry Sokolov levou-a em segredo para uma cabana em Gelenzhik e, assim que se viu sozinha, a milionária conseguiu pegar no telemóvel esquecido pelo raptor e chamar as autoridades, que inicialmente não acreditaram que o caso fosse verdade. O líder do gang, o polícia, enfrenta até 27 anos de prisão. Já os cúmplices poderão ser condenado a um máximo de 17 anos na cadeia.

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