Associação de Agências de Viagens e Turismo preocupada com os direitos dos passageiros 

27/07/2017 03:24 - Modificado em 27/07/2017 03:24
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O Presidente da Associação de Agências de Viagens e Turismo, Maria Tereza Graça, diz que os direitos dos passageiros estão a ser garantidos com a reemissão dos bilhetes datados para depois de 01 de Agosto, altura em que a TACV deixará nas “mãos” da Binter Cabo Verde o monopólio das viagens domésticas.

De acordo com esta responsável, os passageiros já estão a ser protegidos nos voos da Binter com a emissão de novas passagens e garante que a Transportadora Aérea “está a fazer um bom trabalho no sentido de proteger os passageiros e vai assumindo os custos desta movimentação toda”.

O maior constrangimento deste processo de reestruturação da TACV que vai deixar de operar nas linhas domésticas no início de Agosto é a reemissão de todos os bilhetes dos passageiros que terão de ser protegidos nos voos da Binter.

Para Maria Tereza Graça, o que preocupa as agências são os voos de ligação com os Estados Unidos da América a partir da cidade da Praia. A mesma explica que a ligação Providence – São Vicente e outras ilhas está assegurada e os passageiros deste voo terão todo o tempo para fazerem a viagem de ligação para as outras ilhas, mas já no sentido inverso, São Vicente ou outras ilhas – Providence, como o voo sai da Praia às onze da manhã, os passageiros ou terão de ir na véspera ou bem cedo, mas não há disponibilidade para todos os passageiros, salienta esta responsável em entrevista à RCV, acrescentando que, neste momento, as partidas de outras ilhas implicam dormida na Praia.

Por coincidência ou falta de organização, a reestruturação da companhia nacional de bandeira, coincide com a época alta da movimentação turística no país, o que traz alguma preocupação quanto ao transporte de todos os passageiros e agora com a saída da TACV das ligações domésticas “tínhamos as nossas reversas quanto a isso”, afirma Maria Tereza.

“Com esta reestruturação não haverá concorrência nos transportes aéreos domésticos, o que vai dificultar encontrar preços competitivos nos voos inter-ilhas”, diz a Presidente da Associação de Agências de Viagens e Turismo que admite que estavam animados com a concorrência nos voos domésticos, mas isso agora não vai acontecer, devido à retirada da TACV dos voos inter-ilhas.

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