Debate Estado da Nação: expectativa de debate dos problemas e não dos partidos

27/07/2017 03:21 - Modificado em 27/07/2017 03:21
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No encerramento da sessão de Julho, o Parlamento debateu o Estado da Nação. Um debate onde as bancadas políticas já começaram a posicionar-se. Se entre os políticos a visão do país pode apresentar-se diferente, em conversa com alguns cidadãos na cidade do Mindelo, a visão e as preocupações são as mesmas. O problema do desemprego, da segurança e do desenvolvimento da ilha são pontos comuns e repetidos, quando se apresenta o retrato do país.

O Estado da Nação vai ser discutido no mesmo mês em que a população saiu à rua para reivindicar uma maior atenção para a ilha de São Vicente em vários aspectos como o desemprego, o trabalho, a cultura, os investimentos para a ilha e sobre o “estado de abandono da ilha”.

Os debates no Parlamento não têm sido os mais elogiados, isto pelo facto de alguns cidadãos sublinharem uma fuga aos temas e um debate focado mais nos partidos do que nos problemas. Este dado é sustentado por Roberto Cruz que defende que os partidos não têm prestado muita atenção aos problemas e os debates, para Cruz, são “um bom exemplo”. Defende que “quando estão a debater é só comparar quem fez ou vai fazer melhor”.

Para Erick Reis, o sentimento é o mesmo, mas defende que muitos deputados devem falar sem se preocuparem com os partidos. Diz que têm que ter voz para defenderem os interesses das pessoas e não dos partidos. Avança que no caso deste facto acontecer, os debates vão melhorar e vão conseguir entender os pontos de vista e trabalhar para ajudar as pessoas. Neste sentido, não se mostra muito confiante na qualidade do debate.

Os temas que mais inquietam são o desemprego e o desenvolvimento económico. O desemprego desde há muito tem sido um das questões sociais mais debatidas, isto numa procura de soluções para o problema, quando a ilha continua a registar uma percentagem alta a nível nacional do desemprego.

Fazendo uma avaliação da Nação, Andreia Gomes avança que Cabo Verde não está mal de todo, as coisas estão indo bem. Mas “existe falta de soluções para o desemprego”. Ela, como outros jovens diz estar desemprega, mesmo depois de longa procura. E do seu ponto de vista, é preciso ter soluções para dar emprego aos jovens. A esta inquietação junta-se Steven Delgado que avança que se não houver medidas rápidas para resolver o problema, “as coisas vão complicar”.

Ninguém pensa em nada a não ser no desemprego. Evandro Silva, por sua vez, diz que é uma preocupação geral porque não é só dos jovens, mas também dos pais que não gostam de ver os filhos sem um afazer. Neste sentido, o pedido é “para que sejam encontradas soluções para os problemas”. Nesta perspectiva, espera que os deputados discutam sem buscarem proveito para o partido dos problemas das pessoas. Como afirma, as pessoas querem soluções para os problemas.

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