Presidente da FNMPAI considera que  a cara do desemprego  é feminina

27/07/2017 02:55 - Modificado em 27/07/2017 02:55
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A presidente da Federação Nacional das Mulheres do  PAICV (FNMPAI), Eva Ortet,  disse hoje que os últimos dados do INE provam o “aumento considerável do desemprego” em Cabo Verde, sendo que a “cara desse desemprego é feminina”.

A líder da FNMPAI fez estas declarações em conferência de imprensa hoje na Cidade da Praia para se pronunciar sobre o Estado da Nação que vai a debate esta sexta-feira, 28.

“Com o aumento do desemprego e o aumento do custo de vida, as famílias cabo-verdianas estão a perder rendimentos e poder de compra, ficando mais pobres”,  precisou Eva Ortet, acrescentando que, para “piorar ainda mais a situação das famílias cabo-verdianas”,  que são maioritariamente chefiadas por mulheres,  “o Governo reduziu os apoios sócio-educativos, nomeadamente as bolsas de estudos e o transporte  escolar, eliminou o Programa Operação Esperança e já anunciou a extinção da Fundação Cabo-verdiana de Solidariedade”.

Citando os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), Eva Ortet disse que, apesar de  48 por cento das famílias cabo-verdianas serem chefiadas por mulheres, “o Governo não avançou, ainda, com nenhum programa de empoderamento e de inclusão sócio-económica das mulheres”.

Segundo a presidente da FNMPAI, o executivo de Ulisses Correia e Silva “inconsciente da situação baseada no género que afecta maioritariamente as mulheres, extingue as Casas de Direito”, que de acordo com as suas palavras, “vinham dando um apoio valioso às famílias e mulheres cabo-verdianas”.

Para Eva Ortet, há uma “degradação evidente” das condições de vida das famílias cabo-verdianas.

Lembrou, ainda, que o Governo havia prometido no seu Programa uma tarifa social para a água e energia para os que se encontram em “situação de pobreza”, mas que o que tem sucedido é o “aumento dos preços da água, da electricidade, do gás, dos transportes e dos cereais, sem que os salários, as pensões ou as prestações sociais registassem algum aumento”.

“O Governo prometeu bonificação de até 50% (por cento) de juros à habitação para casais jovens. Mas, o que temos, hoje, é o desmantelamento do Programa “Casa para Todos, depois de muitas famílias estarem já seleccionadas”, indicou a líder da FNMPAI, lamentando que o Governo “teime em manter as casas prontas, mas fechadas e em processo de deterioração, enquanto milhares de famílias continuam a habitar casas degradadas”.

 

 

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