Rafflino Andrade um talento em ascensão no Andebol Cabo-verdiano

26/07/2017 04:50 - Modificado em 26/07/2017 04:50
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O Atlético chega a casa com o sabor amargo por ter perdido a final do Campeonato Nacional por 28-29, frente ao Desportivo da Praia, mas Rafflino Andrade traz na bagagem o prémio de melhor jogador a actuar neste campeonato, uma distinção que deixa orgulhoso o jovem de 21 anos, natural de Fonte Francês.

A vida de Rafflino no andebol é curta mas já tem muito para contar, pois começou no andebol em 2013 com 17 anos, descoberto pelo treinador Aquilino que lhe ensinou todo o básico e jogou o campeonato sub-20, pela escola José Augusto Pinto (Pintim). Depois, foi orientado pelo treinador que segundo ele o ajudou a aperfeiçoar as suas técnicas e a sua maneira de pensar e tudo o que tem conseguido até ao momento, por isso, aponta que tem “grande admiração e respeito pelo treinador”. Como descreve Rafflino, o andebol não fazia o seu gosto mas acabou por entrar nesta vida e desde então foi sempre a subir.

Em 2014, com 18 anos, o jogador foi chamado para representar pela primeira vez as cores do país em sub-20, na Zona II IHF Challange Trophy, no Mali onde Cabo Verde conseguiu vencer o torneio. Foi um ano de sucessos para o atleta pois nesse ano acabaria por vencer os seus primeiros títulos de campeão sénior pelo Atlético, regional e nacional. As conquistas internas e as chamadas para a selecção não ficariam por aqui e, logo de seguida, integrou a equipa nacional de seniores, sub-21, foi capitão da selecção de sub-20 e venceu mais um Campeonato Regional pelo Atlético e foi vice-campeão nacional.

Raf, como é conhecido no mundo do andebol, já foi premiado também por duas vezes no Atlético, com a distinção como melhor ponta, atleta do ano e melhor lateral direito, descrevendo-se como um jogador polivalente e joga na posição que o treinador bem entender.

O maior prémio individual conquistado pelo jogador de 21 anos chegou neste Campeonato Nacional onde, apesar da derrota por 28-29 frente ao Desportivo da Praia, o atleta foi considerado o melhor jogador do torneio e, consequentemente, o melhor a actuar no país. Uma distinção que deixa o jogador “feliz” por ser distinguido com o maior prémio individual do país. “Claro que todos os jogadores sonham um dia poder vencê-lo. Estou super contente, pois vi que o meu esforço foi recompensado. Apesar disso, eu trocava-o pelo título de campeão nacional”.

Para o atleta de Fonte Francês não houve espanto por ter vencido o troféu pois, como diz, trabalhou muito porque sabia que ia ser recompensado mas, a seu ver, também há jogadores na sua equipa a quem o troféu ficava bem entregue, como são os casos de Fernando Dias e Dibanda.

Sobre o jogo do título, a equipa traz o sabor amargo de perder a final por um golo e, segundo Raf, nunca é bom perder um jogo por uma bola de diferença, mas aguça que a equipa trabalhou muito para estar na final e que também na final houve muita entrega por parte dos jogadores da sua equipa. “Houve alguns erros tanto no ataque como na defesa. Sei que estivemos perto, mas perto não é o suficiente. Não vale a pena vir falar dos factores que influenciaram, mas foi um jogo bem disputado por ambas as equipas e estão de parabéns. Foi um nacional bem disputado e o público ficou satisfeito pelo que viu”.

O atleta do Atlético pratica esta modalidade há quatro anos e três meses, já escreve a sua própria história no país e, pelo meio, aponta que já teve propostas de Portugal provenientes de dois grandes o SL Benfica e o FC Porto, com este último mais determinado em contar com os seus serviços. “Para a maioria dos jogadores, o objectivo é algum dia colocar os pés em algo maior no mundo do desporto e não sou excepção. Batalho sempre para algum dia poder lá chegar”, afirma.

A equipa feminina a par da masculina vê partir dois atletas para Portugal, onde vão jogar no Juventude do Lis. São os casos de Leila Sofia e de Kivan Dongo, por isso, Rafflino diz estar contente porque merecem e deseja boa sorte a esta dupla e que transportem com eles a ambição e a humildade.

“Para mim, se não der, o meu objectivo é igual, ou seja, continuar a lutar pelo Atlético, até onde der. Quero sempre manter o andebol vivo dentro de mim. Claro que fico orgulhoso, gosto de o ter sempre comigo, mas com a maior humildade possível. É sempre bom quando as pessoas dizem que se espelham em mim, por isso, trabalho árduo e com orgulho”, conclui o camisola 17.

 

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