Basquetebol: Camilla Balbo Nascimento, uma promessa mindelense pronta para grandes voos

26/07/2017 04:24 - Modificado em 26/07/2017 12:33
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Melhor jogadora e melhor marcadora da Liga Intersecundárias de Basquetebol de São Vicente 2017 pela escola dos Salesianos no escalão feminino, pela segunda vez consecutiva vai representar, na próxima época desportiva, a equipa campeã de Portugal, o CRC Quinta dos Lombos.

Camilla Balbo de 16 anos, 1,85m, que joga a extremo, assinou o seu primeiro contrato profissional com o Centro Recreativo e Cultural Quinta dos Lombos. Um contrato que tem a duração de dois anos. Inicialmente a atleta integrará os Sub-19 (juniores), mas também irá completar os seniores.

Antes de assinar o contrato pela equipa da Quinta dos Lombos, Camila Nascimento recebeu também uma proposta do Sport Lisboa e Benfica, optando, no entanto, pela primeira, “principalmente pelo projecto muito ambicioso e aliciante” e, igualmente, por melhores condições que as águias.

Em entrevista ao Notícias do Norte, a atleta que actualmente se encontra em Portugal, diz que sonha muito alto para a sua carreira e com os “Lombos” estará mais perto de concretizar o seu sonho. “Foi duro não escolher o Benfica. Mas tive que pensar com a cabeça primeiro”, conta a jovem que espera já no próximo ano estar apta para ser chamada à Selecção Nacional de Basquete Feminino. E aspira chegar ao topo e jogar na WNBA.

Como conheceu o basquete e qual o motivo que a levou a praticá-lo? Isto é, qual foi o diferencial que ele lhe ofereceu e diferenciou dos demais desportos?

Foi por acaso. Frequentei alguns treinos, comecei a gostar e nunca mais parei. Posteriormente, mudei para o mister “Kula” Monteiro, que segundo o meu pai era o melhor na formação e comecei a evoluir como atleta e a amar cada vez mais o basquete. Joguei na Académica do Mindelo e nos jogos escolares representando os Salesianos. Este ano, ganhámos e fui considerada a melhor jogadora MVP. Mais uma confirmação de que é isto que quero para a minha vida. Quero ser a melhor e ganhar.

Além do basquete, o que mais acompanha ou pratica?

Gosto de voleibol e de futebol, mas amo mesmo só o basquete

E quais foram as maiores dificuldades que já enfrentou, isso se houve, para praticar ou até mesmo durante os jogos no basquete?

Em Cabo Verde os treinos eram no domingo de manhã. Aqui em Portugal a intensidade dos treinos é maior e não estou habituada, mas começo a adaptar-me. Apesar de ser muito duro, amo isto e sei que sem muito suor não terei sucesso.

Camila o que significa o basquete para a sua vida?

Tudo. Durmo a pensar nos movimentos que o meu pai me ensina no dia anterior. Sonho onde quero chegar. Sigo os meus ídolos. É a minha vida.

E quais são os seus ídolos e inspirações dentro ou até mesmo fora da modalidade?

Após a minha família que é o que mais amo, no basquete sigo a Delle Donne, Diana Taurasi, LeBron James, Stefan Kerry, Kevin Durant, Inês Viana.

Fora do basquete, Cristiano Ronaldo. 

Referiu-se à sua família. Eles sempre a incentivaram a praticar basquete?

Sempre me incentivaram a praticar o desporto em geral. Comecei no ballet, tive num grupo de dança até aos 12 anos. Depois, envolvi-me com o basquete, inclusive o meu pai foi jogador profissional, tendo representado a Selecção Nacional. O meu pai vê os meus jogos, corrige os meus erros, treina comigo. A minha mãe também gosta muito de treinar e impõe uma alimentação saudável e ajuda-me em tudo. Ou outros membros da família também me apoiam. Somos uma família grande e unida. A minha família apoia-me a 1000%. Sem esse apoio, era impossível alcançar o pouco que já alcancei até hoje.

Qual a análise que faz da sua curta carreira em São Vicente?

Acho que aprendi o básico que me permitiu fazer boa figura nos testes aqui em Portugal e também o meu desempenho para que despertasse interesse de tantas equipas. Sem essa etapa não estaria aqui a começar a trilhar a minha carreira.

Como está a sua expectativa nesta nova aventura no basquete?

Em alta. Tenho muita vontade de evoluir e espero daqui a alguns anos estar ainda num nível acima. O nível aqui é muito elevado, mas acredito que vou chegar lá nalguns meses. Estarei num escalão com meninas até aos 19 anos, 3 anos mais velhas que eu, o que fará com que evolua mais rapidamente e tenho de me esforçar o dobro das minhas colegas.

Tecnicamente quais são as suas características? Como se define como uma jogadora?

Estou a trabalhar para ser uma jogadora completa. Actualmente tenho boa meia distância, drible razoável e jogo nas posições 4 e 5. Aqui terei que evoluir para jogar a 2, 3 e 4. Segundo dizem, a minha melhor característica é a garra, capacidade física e paixão pelo jogo. Tenho que melhorar nalguns aspectos, mas acredito na minha capacidade de adaptação.

Quem é a Camila Nascimento como pessoa e como atleta?

Como pessoa: tranquila que gosta de estar com os amigos, gosta de uma festinha, de concertos, desde que não interfiram com o meu desempenho no basquete ou escola. Gosto de passear, cinema, compras (risos). O normal de uma miúda de 16 anos.

Quais os seus planos para o futuro?

Além do basquete, quero estudar e fazer o curso de Gestão no Desporto. No basquete quero chegar ao “topo do top”. WNBA (Women’s National Basketball Association é a liga profissional de basquete feminino dos Estados Unidos). Difícil, mas a meta é essa.

 Elvis Carvalho

Estagiário 

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