Binter CV assume as operações domésticas na sua totalidade a partir de 01 de Agosto

25/07/2017 01:42 - Modificado em 25/07/2017 01:42
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A partir de 01 de Agosto, a Binter CV passa a assumir a responsabilidade de ligar via aérea as ilhas de Cabo Verde. A empresa informa que os passageiros com bilhetes já adquiridos na TACV para viajar depois de 01 de Agosto, estão a ser acomodados nos voos da Binter Cabo Verde.

 

Esta deverá reforçar brevemente a sua frota de aparelhos e permitir a mobilidade dos passageiros entre todas as ilhas que possuem aeródromos ou aeroportos, garantindo também a articulação com os transportes marítimos para as ilhas da Brava e Santo Antão que não dispõem de aeroporto.

De acordo com a Transportadora Aérea Cabo-verdiana (TACV), a partir de 01 de Agosto, vai deixar de operar os voos domésticos, isto na decorrência do processo de reestruturação da companhia em curso.

 

No entanto, a TACV vai continuar a operar a nível regional. Esta informação foi confirmada pelo Ministro da Economia e Emprego, José Gonçalves, esta segunda-feira na sessão parlamentar deste mês que teve início na Cidade da Praia.

 

José Gonçalves disse que a partir de 01 de Agosto, os trabalhadores vão continuar na TACV e que todos os direitos dos trabalhadores vão ser respeitados. Afinal, “não é de um dia para o outro que se vai cortar esse vínculo. Há que respeitar as leis em matéria e serão respeitadas ao máximo. O facto da TACV não operar no mercado doméstico não quer dizer que os trabalhadores vão para casa”, disse o governante durante a sua intervenção.

Este considera os números de trabalhadores que poderão passar para a Binter CV e também os que serão indemnizados. “Queremos ter o mínimo impacte negativo possível nas pessoas, desde que salvaguardemos o negócio, porque há que ter negócio rentável”, afirmou.

Recentemente, durante a sessão de audições perante a Comissão Especializada de Finanças e Orçamento no Parlamento, o Presidente do Conselho de Administração da empresa, José Luís Sá Nogueira, informou que a TACV iria reduzir de cerca de 50% dos seus trabalhadores e avança uma estimativa de 14 milhões de dólares para os processos de indemnização.

O PCA da TACV indica também que a saída da empresa dos voos domésticos permite ao Estado evitar um prejuízo de 500/600 mil contos anuais, com a agravante da “eminência da paralisação dos dois ATR” por causa da dívida acumulada junto dos proprietários.

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