Parlamento: Deputados aquecem para o debate do estado da nação

24/07/2017 16:51 - Modificado em 24/07/2017 17:17
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O Parlamento regressou aos trabalhos esta segunda-feira com o debate do estado da nação na agenda. O primeiro dia dos trabalhos fica marcado no período antes da ordem do dia com uma intervenção política do deputado do MpD, Luís Carlos Silva, que proporcionou momentos de debates abarcando vários temas. A intenção do deputado foi de saudar o acordo de concertação social entre o governo e os parceiros sociais, assinado no dia onze de Julho, demostrando os benefícios e o consenso alcançado. O deputado sublinhou os desafios e as vantagens que o documento traz no processo de desenvolvimento do país.

Entre os compromissos assumidos pelo governo e os parceiros socais o deputado Luís Carlos enaltece o de amentar o rendimento per capita, reduzir a pobreza relativa e extrema, aumentar o salario mínimo para quinze mil escudos, e garantir o desenvolvimento equilibrado da divida.

Numa espécie de preparação para o debate da nação, a oposição contradiz as expetativas do deputado fornecendo leituras diferentes no que diz respeito a divida, e a perspetiva de salario minimio durante a legislatura, e a concentração dos esforços do governo em um único sector, o turismo.

Foco no turismo

O governo tem assumido o turismo como um sector chave para o desenvolvimento do país. O discurso tem sido voltado para a criação de condições para a tração de um número cada vez mais alto de turistas para o país.

Neste especto o deputado do PAICV, Julião Varela, chama a atenção para este foco num único sector, afirmando que há outros sectores que o governo pode estar a ignorar e que poderem ser geradoras de riqueza, como o caso da agricultura.

“Efetivamente existe o risco da concentração no turismo, quando despreza outros sectores importantes da economia, como a agricultura”. E para o deputado está-se a correr o risco de se inverter da tendência de crescimento económico do país, sublinhando dos avanços verificados em 2015, ainda ano governo do PAICV.

Este aspeto também é sublinhado pela bancada da UCID, que chama a atenção para os riscos do foco num único sector. António Monteiro, presidente da UCID, sugeriu que para que o país consiga crescer, “em números mais robustos e que consiga responder as necessidades da população”, deve também pensar na industrialização do país. E chama a atenção do governo para trabalhar na atração de investidores. E defendeu que este processo poderia ajudar em vários aspetos socio económicos do país. E, finaliza, sobre a questão da meta de crescimento económico, que em quinze meses de governação, não se vislumbra que seja cumprido.

Divída

O deputado Nuias Silva, do PAICV, abordou a questão da divida interna do país, diferindo da visão do governo, e do MpD, a quando da intervenção politica de Luís Carlos Silva. “O nível endividamento interno nunca visto ultrapassando, o limnite previsto na lei, que é de trinta por cento. Neste momento o endividamento é de trinta e dois por cento”

Para Silva o total do endividamento não está seno aplicado em investimento mas “para satisfazer as despesas de funcionamento desde governo”.

Para o MpD a visão é diferente já que afirma, através do deputado Orlando Dias que a endividamento do atual governo tem sido para pagar as dívidas do governo anterior. E diz que para saldar todas as dívidas o país tinha que parar por um ano, e das dívidas a pagar menciona o reembolso de impostos, INPS, TACV, entre outros perfazendo um total de “cinquenta milhões de escudos de divida para o MpD pagar”.

E ainda o deputado Luís Carlos Silva se hoje a divida é mais elevada porque tinha dividas escondidas que começaram a aparecer, que fez subir o nível da divida interna. E avança que ainda existe ainda outras dividas escondidas.

Salario mínimo

O deputado da UCID estranhou a meta do governo de aumentar ao longo da legislatura o salario mínimo para apenas quinze mil escudos, esperando uma meta melhor que possa satisfazer as necessidades da população.

E neste aspeto, o PAICV chegou a discordar da visão do MpD na questão do acordo social chamando ao debate a reposição do poder de compra das pessoas.

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