São Vicente :  UCID  está preocupada com  a saúde, economia e segurança

21/07/2017 01:00 - Modificado em 21/07/2017 01:00
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A UCID prepara-se para o debate do Estado da Nação com a realização de visitas a instituições. No balanço da visita, o Presidente do partido, António Monteiro, mostra-se preocupado com alguns aspectos sociais da ilha de São Vicente como a saúde, economia e segurança.

A UCID pede uma maior atenção à ilha de São Vicente porque se se “mantiver um índice de desemprego tão elevado como o actual, será difícil darmos as respostas necessárias. Porque mais do que falta de rendimento nas famílias, sentimos que nalgumas famílias a situação da saúde roça uma situação extrema”. E, na óptica de Monteiro, as instituições do Estado deveriam estar a cuidar dessas condições “pouco dignas” e argumenta que em vez disso assobiam para o lado.

Uma das situações levantadas pelo líder da UCID foi a situação dos doentes mentais. O sentimento é que estão “completamente abandonados”. Fala de situações de violação a doentes e que a “CMSV tem conhecimento e não mexe uma única palha para ajudar estas pessoas nesta situação”.

Situação Social

“A situação social não é boa porque continuamos a ter os problemas que tínhamos, mas com algumas agravantes”. Situação que, para Monteiro, interpela a todos, principalmente a Câmara e o Governo que, “juntos, fizeram campanha de que estariam aptos para governar. E, devem prestar atenção à situação do que se passa em São Vicente que é crítica e que precisa de uma saída”.

Segurança

Apesar de realçar que não foi possível encontrar-se com os responsáveis da Polícia Nacional em São Vicente, avança que tiveram acesso a dados da Direcção Nacional da Polícia Nacional na Praia. “O sentimento é que a situação tem sido anómala e é confirmada pelos dados disponibilizados pela PN na Praia, enquanto que as outras ilhas apresentam uma tendência de diminuição em termos estatísticos. Em São Vicente, a tendência é de aumento”.

Lança o repto para que as autoridades providenciem mais meios humanos, materiais e financeiros para que as autoridades policiais tenham as condições mínimas para desenvolverem o seu trabalho.

Saúde

A UCID reconhece ganhos na área da saúde, mas com algumas ressalvas. Essas ressalvas dizem respeito a equipamentos de diagnóstico que não existem no hospital Baptista de Sousa, mas que estão à disposição dos privados, “que têm menos condições que o Estado”.

“É responsabilidade do Estado criar todas as condições necessárias para aqueles que estiverem doentes poderem ter os meios de diagnóstico necessários para serem curados. Não é justo o hospital não ter esses equipamentos e os privados terem-nos. Alguma coisa não está bem e exige do Governo uma atenção especial para que todos os equipamentos hospitalares possam funcionar de forma normal”.

Dos equipamentos, refere-se a equipamentos para mamografia, TAC e máquinas de esforço.

 

 

Economia

Para António Monteiro, apesar da grande expectativa e do momento interessante de diálogo entre o Governo e os empresários, “na verdade, na prática, não se viu nada de concreto que permita aos empresários desenvolverem relações para gerarem mais riqueza e garantirem mais postos de trabalho”.

As visitas abarcaram a Direcção da Economia Marítima e a Enapor. “Ficámos com alguma esperança, ainda longínqua em relação ao terminal de cruzeiros que ainda não tem o investimento garantido”. Defende que este projecto, a ser realizado, pode ser importante para a ilha. Mas pede a inclusão da população no processo e que não se restrinja apenas às ideias dos técnicos do Governo.

Encontro com a Câmara

Monteiro afirma que gostaria de colocar algumas questões directamente ao Presidente da CMSV, mas que isso não foi possível. Avança que sabia de antemão que não iriam ser recebidos. Como explica, enviaram o pedido com uma semana de antecedência e que lhes foi dito que o Presidente já tinha algumas audiências e remeteram para outra data. Data que, para Monteiro, “sabiam que não era possível” porque a bancada estaria no Parlamento a discutir o Estado da Nação.

“Iríamos ter um encontro de trabalho para levar questões que São Vicente padece a nível de segurança, recolha do lixo, banimento das lancheonetes. Temos sido críticos à própria gestão da Câmara Municipal. Era uma oportunidade para nos esclarecermos e não iriam dar esta oportunidade para colocarmos os pontos nos ‘i’ nalgumas matérias”.

Hernâni Delgado

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