Atlético Volley cai novamente na final e o treinador Heriberto Gomes explica os motivos

18/07/2017 07:59 - Modificado em 18/07/2017 07:59
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O Atlético Volley perdeu a sua segunda final do campeonato nacional de forma consecutiva, desta feita para o Interclube da Praia, numa competição onde o treinador da equipa reconhece os erros da sua equipa e explica os porquês, mas também não deixa de apontar o dedo a FCV, pela organização dos treinos das equipas.

A equipa de Voleibol de Monte Sossego já a sete anos consecutivos ou seja desde 2011, vem marcando sempre presença na decisão do título, onde já conquistou a prova por quatro vezes seguidas e perdeu três finais, sendo as duas últimas saiu derrotado na finalíssima. Um facto que não deixa o treinador da equipa Heriberto Gomes satisfeito com a prestação da equipa porque queria reconquistar o título de campeão nacional. “Satisfeito com a prestação de equipa claramente é que não fiquei porque nós tínhamos como objectivo reconquistar o título Nacional. E depois vindo de sete anos a vencer a prova, isso torna um vício em ganhar, e já somos quase que formatados para ir ao Nacional, vencer e trazer o título”

O técnico da equipa considera que á dias que as coisas correm bem e a dias em que as coisas correm mal, e que este ano em particular cometeram o mesmo erro do ano transacto, porque as coisas não correram bem e por isso não conseguiram reconquistar o título.

Heriberto aponta que uns dos motivos por detrás deste insucesso é este ano alguns atletas assumiram novos compromissos pessoais de caracter profissionais, e isso afecta e muito a equipa principalmente a nível de treinos, o que interfere nas prestações dos atletas. “Acho que é uma situação que poderemos ultrapassar já no próximo ano, porque já falei com os meus atletas e de momento é sentarmos juntos e fazer um momento de reflexão, ver o que falhou e arrumar a casa para o próximo ano virmos com força para atacar o título. Neste momento se tens atletas com compromissos que não é só com o Volley, obviamente eles têm que dar prioridade a aquele que os trás mais benefícios pessoais e financeiros” sublinha o treinador.

O treinador realça ainda que os atletas ainda não têm a experiência em conciliar este elemento novo que apareceu nas suas vidas, por isso diz que sempre fala com eles na tentativa de melhor conciliação entre o desporto e a vida profissional, sendo certo que primeiro é a vida profissional onde têm mais beneficio claramente, porque como afirma o desporto em Cabo Verde é ainda um “Hobby”, mas que quer ter uma presença mais forte dos atletas nos treinos, para a próxima época.

O líder da equipa de Monte Sossego aponta o dedo ainda a FCV, em termos da organização da prova apontando que não tiveram uma melhor “postura” em termos de conciliar as equipas com os treinos, o que ao seu ver afectou a equipa são-vicentina e muito. “Chegamos na Cidade da Praia segunda-feira, 10, e só jogávamos na terça-feira e, no mesmo dia, ou seja na segunda-feira perguntamos como era o horário do treino, porque chegamos as 09 horas da manha, e queríamos treinar porque é um campo desconhecido, disseram-nos que não tinham campo para nós. É complicado porque sais da tua ilha e vais para uma prova destas e tu é que tens que arranjar campo para treinar, numa Ilha onde não tens contactos” sustenta Heriberto.

Um facto insólito porque como justifica nas outras edições da prova em outras ilhas, as comissões das organizações entregaram um plano de treino a todas as equipas e havia campo para todas as equipas treinarem e prepararem-se bem, onde aponta São Vicente e Sal que recentemente receberam a prova do nacional. Com este entrave encontrado na Capital do país o treinador explica que foi atrás de elementos das equipas da Praia, para tentarem um campo para treinarem, o Interclube deu a costa a esta situação e recusaram a ajudar a sua equipa. “Disseram-nos claramente que para nós como sendo os seus adversários, não poderiam nos ajudar” referindo que foi o Interclube quem disponibilizou o espaço onde treinam para a sua equipa.

“Tem coisas em que a FCV tem que ter em conta porque sais da tua ilha e não tens nenhum contacto de campo, e alguns dão-te com a porta na cara porque não querem ajudar. As vezes chego a pensar e questiono. Será que fizeram isso de propósito para colocar-nos alguma pressão psicológica? Mas da próxima que formos já vamos mais preparados para o que sabemos que vamos encontrar aí” concluiu Heriberto Gomes.

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