Motim em voo da Vueling para impedir deportação de senegalês

17/07/2017 01:11 - Modificado em 17/07/2017 01:12

Quando estava a ser conduzido para dentro do aparelho, algemado e acompanhado de dois polícias à paisana, o migrante senegalês começou a gritar. Alertados pelo barulho, os passageiros inquiriram o que sucedia e foram informados de que se tratava de uma deportação, ao que responderam levantando-se e suspenderam o embarque, pressionando o piloto a recusar embarcar o senegalês e a suspender a expulsão.

“Estamos de pé para travar este voo da vergonha”, escreveu no Twitter um passageiro.

De acordo com fontes citadas pela agência EFE, o homem tentara entrar em Espanha sem autorização de trabalho nem residência. O caso foi detetado no aeroporto, de onde o homem nunca chegou a sair.

Chamada a Guardia Civil, todos os passageiros acabaram por ter que descer do avião, tendo sido identificadas 11 pessoas, algumas denunciadas pela tripulação, logo impedidas de embarcar novamente no voo VY7888, que descolou com várias horas de atraso.

Já o migrante senegalês foi forçado a sentar-se para regressar ao país de origem, enquanto vários outros passageiros lamentavam o protesto, que consideraram “uma falta de respeito” para com os restantes viajantes.

O “motim” teve também consequências para a Vueling, que, com o atraso, se viu obrigada a adiar o voo semanal de regresso de Dacar, tendo que pagar uma noite de hotel e indemnizações aos passageiros que nele embarcariam.

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