PAICV: “Governo deve-se preocupar com a leitura que os cabo-verdianos fazem da segurança”

17/07/2017 00:40 - Modificado em 17/07/2017 00:40
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O PAICV reuniu-se em Conselho Nacional neste último fim-de-semana. O cumprimento das promessas de campanha por parte do Governo foram algumas das sugestões saídas da reunião. Reunião onde a segurança e o crescimento económico, assim como outros temas como a crise interna do partido, estiveram na ordem do dia.

Em declarações à imprensa, João Baptista Pereira, Vice-Presidente do PAICV, coloca ênfase na questão da segurança, onde traça um quadro dos últimos acontecimentos que têm abalado a questão da segurança. “O país atravessa uma situação complexa com crimes hediondos como homicídios com ocultação de cadáver, assaltos a bancos e supermercados, raptos de turistas por parte de criminosos encapuzados, pondo em risco o turismo em Cabo Verde”.

Quadro traçado pelo PAICV que lamenta que “embora há quem diga que são questões de menor importância”.

A preocupação com a segurança e o turismo, como adianta, reside no facto do Primeiro-ministro ter anunciado uma forte lobby junto dos cidadãos do Reino Unido para desmitificar os “ruídos” sobre Cabo Verde naquele país.

O Vice-presidente do PAICV vê este facto anunciado por Ulisses Correia e Silva, de outro prisma. “Desvaloriza completamente a leitura que os britânicos fazem da segurança em Cabo Verde que, no fundo, é a leitura que os cabo-verdianos fazem. Disse durante muito tempo que ganhando o poder traria segurança aos cabo-verdianos, que poderíamos andar na rua. E tem sido o contrário”.

As preocupações voltam-se também para a criação de empregos, a promessa de nove mil novos empregos por ano. E fala desses números em relação à taxa de desemprego que aumentou. Sobre as projecções de crescimento económico adianta que “não satisfazem”.

O PAICV põe ainda a tónica na questão da despartidarização da máquina do Estado. E critica o Governo afirmando que os altos cargos da administração foram escolha livre do Governo. “Desfasamento enorme entre as promessas e as realizações”.

O PAICV afirma que vai concentrar-se nestas causas e estar ao lado dos cabo-verdianos e dos que não se revêem nesta governação. E João Batista chega a afirmar que o país está a dar sinais de retrocesso nos últimos tempos.

 

 

 

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