Presidente da ADECO teme pela continuidade da Associação

14/07/2017 04:14 - Modificado em 14/07/2017 04:14
| Comentários fechados em Presidente da ADECO teme pela continuidade da Associação

Com o projecto “Sociedade Civil na Defesa Efectiva dos Consumidores” financiado em 90% pela UE prestes a chegar ao fim, a ADECO teme pela sua continuidade.

O Presidente da ADECO afirma que a Associação pode, eventualmente, desaparecer caso não houver maior engajamento da sociedade civil e das autoridades na sua sustentabilidade.

De acordo com António Pedro Silva, o número de sócios que actualmente fazem parte da entidade, não é suficiente para manter a sua sustentabilidade, pois cada sócio paga 100 escudos mensais e o Governo disponibiliza, desde 2017, mil contos anuais.

O mesmo acrescenta que “como cabo-verdiano, envergonho-me por ter uma associação e estar a depender em quase 90% de financiamento estrangeiro” e adianta, “temos dinheiro para tudo, logo podemos investir e, infelizmente, as câmaras municipais falham grandemente e o próprio Governo central. A actual oposição prometeu há dez anos, um orçamento na ordem de cinco mil contos, mas nunca disponibilizou mais de mil contos e, muitas vezes, com atraso”, continua.

Estas informações referem-se ao projecto “Sociedade Civil na Defesa dos Consumidores”, financiado pela União Europeia, cujo período de execução ocorre entre 2013 e 2018 e é da responsabilidade da ADECO e que ajuda grandemente na funcionalidade da Associação. A quase um ano do fim da sua execução, o Presidente da entidade civil diz que se não houver um certo envolvimento do consumidor e das autoridades, a ADECO pode desaparecer.

De relembrar que é a única entidade da sociedade civil activa que trabalha em defesa dos direitos e na promoção dos deveres dos consumidores em Cabo Verde, em âmbito nacional, mas o número de associados que paga a cota mínima de 100 escudos é insuficiente para garantir a sua sustentabilidade. O Estado garante mil contos anuais à instituição o que, para a direcção da associação, é insuficiente.

Das vintes e duas câmaras municipais, a ilha do Sal é a única que cumpre a lei, tendo em conta que devem por lei disponibilizar recursos às entidades de defesa do consumidor. Trata-se de uma atribuição municipal, mas não é disponibilizada aos cidadãos.

Declarações feitas à RCV no programa Cidadania Activa

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.